quinta-feira, 15 de abril de 2010

Especial veículos militares: Astros II

ASTROS II é um Sistema Universal de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área que começou a ser produzido em 1983 sendo fabricado pela empresa brasileira Avibras.

É o primeiro sistema de artilharia a foguete, com uma lançador modular, que permite disparar foguetes de diferentes calibres pela simples mudança dos contentores dos foguetes.

Descrição

O ASTROS dispõe de início de um sistema de controle de tiro Field Guard de origem e fabricação Suíça. Esse sistema analisa a trajetória de um foguete de teste que explode no ar, longe do alvo, para não alertar o inimigo e calcula automaticamente a posição dos lançadores.

Versões dos veículos do sistema:

VBA - Viatura basica Avibras

AV-LMU - Veículo lançador

AV-RMD - Veículo de transporte de munição

AV-UCF - Unidade electrónica de controle e monitorização de tiro

AXV-VCC - Veículo de comando e controle ao nível de batalhão

Uso no Exército Brasileiro


O sistema ASTROS é a resposta da AVIBRÁS à necessidade do exército brasileiro, do fim da década de 70, de um sistema de foguetes de saturação mais eficiente que o lançador rebocado para foguetes, pois seu alcance era limitado a 9Km.

Nos últimos anos, parte dos ASTROS II brasileiros estiveram distribuidos ao 6º e 8º Grupos de Artilharia de Costa Motorizados, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo a ultima reestruturação do exército, essas unidades ASTROS II foram transferidas para o estado de Goiás, próximo de Brasilia, onde se vão concentrar todos os equipamentos junto com um centro de formação para artilharia a foguete.

Antes da transferência, cada um dos grupos estava equipado com:

4 lançadores AV-LMU

2 Veículos AV-RMD de transporte de munição

1 Veículo AV-VCC de comando e controlo da unidade

1 Veículo AV-UCF de controlo de tiro

1 AV-VBA - de manutenção

1 AV-CBO - Unidade de pesquisa, adaptada para utilização do ASTROS II contra unidades navais.

Além dos 20 veículos lançadores, estão em serviço mais 23 veículos de apoio entre diretores de tiro e veículos remuniciadores e de comando.

Guerra no Iraque


O maior elogio ao sistema ASTROS foi feito pelas forças americanas quando da primeira guerra do golfo. Nessa altura, quando se tentava encontrar as posições dos tanques e carros de combate do Iraque, era da maior importância, para os militares norte-americanos, ter a garantia de que o Iraque não poderia utilizar os seus ASTROS, ou que a sua capacidade para os utilizar estava muito debilitada.

Esta atuação por parte dos americanos foi um reconhecimento da capacidade e letalidade do sistema que, podendo ser utilizado, poderia com o seu alcance e enorme capacidade destrutiva, bombardear as grandes unidades que se preparavam para a operação Tempestade no Deserto. Essa operação só teve o seu inicio quando os comandos americanos receberam confirmação da Força Aérea de que não teriam que enfrentar os ASTROS.

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