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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Greve dos médicos!


sábado, 19 de novembro de 2011

Esses quadros...




Foram pintados por um artista cego:

Eşref Armağan


Viva a vida!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Esqueça o filtro solar e acredite no conhecimento

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Saladas...


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O que acontece se você tiver uma unha encravada há mais de dois anos e um rinoceronte pisar encima?

Isso:



Também conta como agravante a pessoa ser teimosa e enrolar há dois anos para não ir em um podólogo, para que ele corte um pedaço de pele na lateral da unha rsrsrs

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ter uma unha encravada não é tão ruim assim...

Ounn um coração *.*

Mentira, é ruim sim :(

sábado, 6 de agosto de 2011

Por que comer dá sono?


Porque o fluxo sanguíneo aumenta na direção do estômago e do intestino, para ajudar no processo da digestão, e o sistema nervoso fica menos irrigado. Com menos sangue chegando, diminui também o transporte de oxigênio. "Quando existe menos oxigênio no cérebro, o organismo entra em estado de falsa hibernação e, por isso, sentimos sono", afirma a nutricionista paulista Vanderli Marchiori.
Essa é a explicação fisiológica clássica, mas, recentemente, uma equipe de cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, apontou outro fator envolvido nessa questão. Eles descobriram um mecanismo pelo qual o cérebro interrompe seu estado de alerta depois que comemos. Segundo os cientistas ingleses, a glicose, o açúcar encontrado nos alimentos, faz com que as células nervosas que nos mantêm alertas parem de emitir sinais para deixar as pessoas acordadas. Quando o corpo humano precisa de combustível - ou seja,comida -, os sinais de alerta são emitidos a todo momento. Mas, quando a fome é saciada, o cérebro pára de mandar tais sinais, daí a moleza que toma conta do corpo. Assim, depois daquela macarronada do domingo, somos dominados por uma vontade irresistível de tirar uma soneca.
Como visto em Mundo Estranho

sábado, 12 de março de 2011

Faça uma cirurgia de joelho

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI192670-18181,00-FACA+UMA+CIRURGIA+DE+JOELHO+NESTE+DIVERTIDO+GAME+ONLINE.html

domingo, 9 de janeiro de 2011

Fernanda Vasconcellos não tem umbigo!!!



NÃO!!!!!!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Karatê Shubu Dô

Bom, hoje terá exame para troca de faixas dos karatecas do Karatê Shubu Dô. Os alunos passarão por testes físicos e técnicos para provar que podem trocar de faixa, A graduação é o seguinte:

Branco
Amarelo
Laranja
Verde
Roxa
Marrom
Preta

Como é um exame de faixas coloridas e será aberta ao público, não haverá exame de faixas marrons para faixas pretas e nem exames de grau. Haverá apenas entrega de certificados para os novos faixas-preta e graduados.

Um elemento bastante avaliado nesse exame será os katas, que são sequências de movimentos e golpes que simulam um combate com múltiplos adversários imaginários. A força não é o mais importante, e será avaliado principalmente a técnica, sincronização e concentração. Segue abaixo vídeos de katas feito pelo Mestre João Sippel, da Academia da Caixa Econômica. Só coloquei até o katas de marrom para preta, que não será executado hoje. Se fosse incluir os katas de Faixa Preta esse post seria o maior do blog.
Faixa Branca


Faixa Amarela


Faixa Laranja


Faixa Verde


Faixa Roxa


Faixa Marrom

domingo, 21 de novembro de 2010

Você se acha feio e/ou desmotivado?

Se você acha que a sua vida é uma VDM, observe a foto abaixo:


Este é Jono Lacaster. Ele sofre da síndrome de Treacher Collins, uma doença rara que afeta os ossos da face, o que faz com que os olhos caiam. Ele foi encaminhado para adoção 3 dias depois para adoção e ainda torce para o Oakland Raiders. A vida dele poderia ser péssima, mas não foi o que ocorreu.

Durante a adolescência, Jono sofreu de bullying, mas conseguiu arrumar emprego em uma academia de ginástica, onde conheceu sua namorada, Laura Richardson, que está com ele há 4 anos.

"Deus dá o frio conforme o cobertor"

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Carecas têm caspa?

SIM!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Wikipédia dá as boas novas: A pandemia do século XXI acabou!

Em 10 de agosto de 2010, a diretora-geral do organismo da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, anunciou o fim da pandemia de gripe A (H1N1). "O mundo não está mais na fase seis de alerta pandêmico. Passamos para a fase pós-pandêmica", disse a diretora-geral do organismo.[1][2] Chan observou que a pandemia de gripe A (H1N1) poderia ter sido muito pior. Segundo as últimas estatísticas da OMS, o vírus causou a morte de mais de 18 mil pessoas desde o seu aparecimento, em abril de 2009.[3]  Isso não quer dizer que o vírus deixou de existir, mas apenas passou a se tornar comum, como a gripe comum. Aproximadamente 25% da população pegou a doença, e outras milhões foram imunizadas contra o vírus.

Obtido em Wikipédia, a Enciclopédia livre.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Por que piscamos?

Todos nós piscamos de 15 a 20 vezes por minuto. Em algumas ocasiões, o ato de piscar é involuntário, ou seja, nem percebemos que estamos piscando, semelhantemente ao que ocorre no ato de respirar. Que a respiração é fundamental, pois permite ao corpo absorver o oxigênio que ele precisa, nós já sabemos. E o ato de piscar, qual sua importância? Por que piscamos?


A primeira explicação para esse mecanismo é que através dele, agentes externos, como poeira ou outros minúsculos elementos, são impedidos de entrar em contato direto com a córnea. Além dessa, a outra função do mecanismo é a lubrificação da superfície ocular.

As lágrimas, produzidas a todo o momento pelas glândulas lacrimais, são extremamente importantes para a lubrificação constante dos olhos. Quando piscamos, esse líquido é espalhado por todo o olho, permitindo a lubrificação do mesmo, além de proporcionar uma limpeza natural da córnea. Quando estamos na frente da televisão ou do computador, a luminosidade desses aparelhos causa a evaporação do líquido lacrimal, ocasionando a tensão dos músculos dos olhos e uma maior dificuldade em realizar o movimento de abrir e fechar os olhos, na chamada Síndrome da Visão do Usuário de Computador ou CVS.

Porque suamos?

O SUOR É UM LÍQUIDO PRODUZIDO PELAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS , constituído por água na qual se encontram dissolvidos sais minerais e outras substâncias. Quando ocorre um aumento da temperatura da pele, as glândulas sudoríparas produzem suor, que provoca um arrefecimento do organismo. O corpo de um indivíduo adulto é dotado de mais de três milhões de glândulas sudoríparas, que são capazes de produzir até 12 litros de suor por dia.


As glândulas sudoríparas desenvolvem-se na infância, em resposta ao meio ambiente. Por conse-guinte, as pessoas que vivem em zonas quentes desenvolvem um maior número de glândulas sudoríparas, o contrário sucedendo nos habitantes em zonas frias.

PARA ARREFECER O CORPO

A principal razão porque suamos reside no ajuste da temperatura do corpo. De fato, o suor constitui o mecanismo de arrefecimento corporal, e inicia-se sempre que as condições ambientais ou que o esforço físico induzem um aumento da temperatura corporal.

A título de exemplo, depois de tomar banho to-dos sentimos uma brisa fresca no corpo, quando este ainda está molhado. Este efeito refrescante é o resultado de algo que se denomina "calor de vaporização", um fenômeno que ocorre quando a água aderente à superfície da pele se evapora, provocando a diminuição da temperatura do corpo.

O suor reduz a temperatura do organismo por um mecanismo idêntico. Independentemente do calor e da intensidade do exercício físico, a temperatura mantém-se sempre perto dos 36,5 graus centígrados, graças ao suor.

Porque o suor CHEIRA MAL?

0 suor é, por si só, inodoro. De fato, o líquido segregado pelas glândulas sudoríparas é quase 99 por cento água.

0 suor só adquire o seu cheiro característico quando se mistura com as bactérias que habitam à superfície da pele e que alteram a sua constituição. 0 local em que este fenômeno é mais evidente consiste nas glândulas presentes nas axilas e na zona genital, onde a acumulação de suor é mais extensa. 0 mesmo se passa nos pés, que estão habitualmente envolvidos pelos sapatos e meias, o que cria um ambiente perfeito para as bactérias se desenvolverem.

SUOR E URINA: QUAL A DIFERENÇA?

Sabia que os componentes do suor e da urina são quase idênticos?

Para além de água, ambos contêm sais minerais, uréia, amônio e sulfatos. A diferença reside no fato da urina possuir uma quantidade de uréia cerca de dez vezes superior á do suor. Para além disso, e dado que o organismo liberta uma quantidade fixa de água ao longo do dia, existe uma estreita relação entre a quantidade de suor e a urina que o organismo produz. No Verão sua-se muito, pelo que a produção de urina diminui. Em contrapartida, no Inverno não existe necessidade de arrefecer o corpo, pelo que a pro-dução de suor diminui, sendo compensada por um aumento do volume urinário. Tal explica por que é que existe uma maior tendência para ir á casa de banho quando está frio.

A RAZÃO DE SER DOS DESODORIZANTES

Existem duas razões básicas para se utilizar o desodorizante: diminuir a secreção de suor e exalar um cheiro agradável. Estas duas razões estão relacionadas, dado que o suor se associa a mau cheiro, principalmente porque os microorganismos que proliferam em zonas quentes e úmidas como as axilas produzem substancias químicas que são responsáveis por esse odor. Para diminuir a secreção do suor, a maioria dos desodorizantes contém uma substância química denominada cloridrato de alumínio, que exerce um efeito direto sobre as glândulas sudoríparas. Outra forma de eliminar o mau odor consiste em matar os microorganismos que proliferam no suor, recorrendo a substâncias químicas que se adicionam ao desodorizante. A maioria destas substâncias são tóxicas, podendo irritar as zonas mais sensíveis da pele.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por que choramos?


De tempos em tempos, os índios tupi-guaranis, que habitam o centro-sul do Brasil, deixam a aldeia onde estão estabelecidos e seguem para o leste, em busca da Terra sem Males - um lugar onde, segundo a tradição, não existe morte. Conta um relato antropológico da primeira década do século XX que, certa vez, um dos índios mais velhos da tribo desatou a chorar e não parou mais. Ele havia sonhado que o grupo devia abandonar imediatamente a aldeia. A emoção do velho com a proximidade da partida fez com que todos se comovessem e chorassem juntos. A choradeira, de horas a fio, teve conotação de despedida, mas também foi sinal de solidariedade e integração do grupo.


Do ponto de vista fisiológico, as lágrimas comovidas dos tupi-guaranis são praticamente as mesmas que você derrama quando está cortando uma cebola e fica com os olhos irritados. Elas não passam de gotinhas produzidas pela glândula lacrimal e formadas por três camadas: uma película de gordura, mais externa, envolvendo o recheio de água, que fica sobre um filete de muco. São assim também as lágrimas lubrificantes ou basais, que servem para umedecer, nutrir e limpar a córnea, fabricadas numa média de 1 ou 2 microlitros por minuto (1 microlitro equivale a 1 litro dividido por um milhão). Mas há alguma diferença entre as lágrimas com função lubrificante, as que surgem como reflexo a um cisco, e as lágrimas emocionais, como as derramadas pelos índios?

Sim, há. O que mais intriga os cientistas em nossos dias é justamente esse terceiro tipo, exclusivo dos seres humanos: as lágrimas que são vertidas quando choramos para expressar algum sentimento. Ao contrário das basais e das reflexas, que têm um propósito bem definido, tais lágrimas não trazem nenhum benefício especial para a córnea ou para a superfície ocular. "Por que, então, o olho, motivado por uma emoção qualquer, produz uma secreção?", pergunta o oftalmologista espanhol Juan Murube Del Castillo, da Universidade de Alcalá, em Madri. A hipótese mais plausível, segundo ele, é que o choro tenha surgido antes da linguagem falada, como uma expressão mímica para comunicar dor.

"O homem já havia esgotado os recursos faciais - como movimentos musculares de levantar a sobrancelha ou de morder os lábios - para revelar estados anímicos de curiosidade, surpresa ou medo, por exemplo", diz Murube. "Precisava escolher uma nova expressão no rosto para dizer ao outro que sentia dor. As lágrimas foram a melhor escolha."

Em busca das razões biológicas que provocam as lágrimas emocionais, Murube tem estudado, desde 1992, episódios de choro de estudantes de medicina, na tentativa de encontrar um ponto em comum entre os estados emocionais que desencadeiam o pranto. Até hoje, cerca de 400 estudantes, de ambos os sexos e com idade entre 23 e 30 anos, já responderam a um questionário semanal sobre quando, onde e por que choravam. Nesses questionários, os jovens relataram a via da informação que os fez chorar (por exemplo, a briga com o namorado ou determinada música no rádio), as manifestações de cada episódio (olhos úmidos, soluços, nó na garganta, lágrimas copiosas etc.), a duração do pranto, horário e dia da semana em que choraram, e assim por diante.

Depois de analisar mais de 1 100 episódios de choro, Murube chegou a algumas conclusões surpreendentes. A média de choro emocional entre os jovens universitários foi de aproximadamente três vezes por semana para as garotas e duas vezes para os rapazes. (Sim, eles choram! Mesmo que seja às escondidas.) Chora-se mais às sextas-feiras e aos sábados, porque são os dias em que as relações interpessoais se intensificam. A choradeira também é mais comum à noite, quando as pessoas saem do trabalho, encontram a família, vêem os namorados e mergulham em sua vida pessoal.

Segundo Murube, as lágrimas emocionais podem ser identificadas, em linhas gerais, como "pedidos de ajuda" (dor física, medo, raiva, humilhação, solidão, tristeza) ou como "oferecimentos de ajuda" (solidariedade, entrega religiosa, amor passional, amor humanitário, lembranças sentimentais, alegria). "O choro de pedido de ajuda pode ter surgido entre os seres humanos há uns 50 000 anos, simultaneamente ao aparecimento da linguagem falada e à necessidade de expressar conceitos abstratos", diz Murube. Milênios mais tarde, apareceu o choro de doação de ajuda, que requeria estados psíquicos mais evoluídos e, sobretudo, empatia - a faculdade mental e emocional de se colocar no lugar do outro.

"As lágrimas são um poderoso instrumento de comunicação com os demais", afirma Murube. "Mesmo quando chora sozinho, você quer dizer alguma coisa: sua necessidade de atenção ou sua disponibilidade para partilhar." Do choro do recém-nascido ao pranto no leito de morte, as lágrimas funcionam como palavras - que podem ser sinceras ou estratégicas, copiosas ou escassas. As pessoas que reprimem o próprio choro perdem um importante canal de diálogo.

O uso das lágrimas para a comunicação aparece nos primórdios da infância. O bebê chora para chamar a atenção dos pais e mostrar a eles suas necessidades físicas. "Trata-se de um artifício típico da espécie humana, cujos filhotes, dependentes, exigem atenção e cuidados durante um bom tempo. Por isso, o choro precisa ser agudo e intenso para funcionar como um bom sinalizador", diz o etólogo César Ades, da Universidade de São Paulo. O choro também permite que sejam criados laços de apego entre o bebê e seus protetores. Conforme cresce, a criança percebe que, com as lágrimas, pode controlar determinadas situações - ter os pais mais próximos, por exemplo, ou ganhar uma atenção especial.

Mas o choro dos bebês não encontra receptividade em todas as culturas. Entre os tiv, tribo africana do norte da Nigéria, pais e babás desencorajam o choro das crianças rindo delas, tapando suas bocas e apertando suas narinas. Numa tribo na Terra do Fogo, sul da Argentina, os adultos gritam nos ouvidos dos bebês quando os pequenos ameaçam chorar. Para essas crianças, as lágrimas adquirem um sentido totalmente distinto do nosso. "As emoções estão intimamente relacionadas a um contexto cultural", diz o antropólogo Guillermo Ruben, da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. "O ser humano é culturalmente treinado para deixar que os sentimentos aflorem, diante dos outros, em momentos considerados apropriados para isso." Chorar em velórios, por exemplo, não só é aceitável como também desejável.

As manifestações afetivas, como o choro, são também marcadas pelo momento histórico. Aos homens, na Grécia antiga, era permitido chorar - mas, entre as mulheres, tal gesto não era bem-visto. A expressão dos sentimentos, para os gregos, era uma atitude masculina. No século XVIII, na França, tanto os homens quanto as mulheres podiam derramar lágrimas em público, diante da leitura dos primeiros romances modernos (a leitura, na época, era uma experiência coletiva, feita na presença de cinco ou mais pessoas). Hoje em dia, especialmente em países de cultura latina como o Brasil, os garotos aprendem desde cedo que "homem não chora" e que "chorar é sinônimo de fraqueza". Lágrimas em público? Só em ocasiões especiais.

"O choro é uma experiência humana imprecisa e variada", afirma o historiador da cultura Elias Thomé Saliba, da Universidade de São Paulo. "As manifestações afetivas por meio das lágrimas não são constantes, mas mutáveis, historicamente nômades e culturalmente inventadas." Um rápido passeio pela história dos costumes mostra como o papel do choro mudou no decorrer do tempo. No período medieval, muitos dos hábitos cotidianos eram realizados em público, sem qualquer constrangimento - entre eles, dar gargalhadas e chorar. "Mas, no começo da época moderna, no Ocidente, tem início um processo civilizador e de disciplinamento desses hábitos", diz Elias.

Com o refinamento das maneiras - o chamado "pudor" -, atos rotineiros passaram para a discrição do âmbito privado. As lágrimas, então, ficaram restritas à intimidade de cada um. Esse autocontrole coletivo talvez tenha alcançado maior êxito no século XIX, na era vitoriana. Nada de verter lágrimas publicamente. Até os gestos ficam mais contidos. "Veja o caso das carpideiras, as choradeiras profissionais", diz Elias. "Elas atuavam quase como substitutas das elites aristocráticas, para quem não era de bom tom chorar em público, mesmo que no enterro de um filho."

No século XX, num contrafluxo às repressões vitorianas, ganhou força o processo de liberação das emoções em público. As fronteiras entre as esferas pública e privada acabaram ficando mais difusas. Carpideiras continuam existindo - mais pelo aspecto folclórico e tradicional do que propriamente por uma exigência social. Mas o ato de chorar voltou das sombras. Em muitas sociedades, trata-se de um gesto masculino. Nos países islâmicos, o homem chora diante dos demais, enquanto a mulher se aparta para verter suas lágrimas. Guerreiros de algumas tribos indígenas também podem chorar e ser carinhosos publicamente sem qualquer questionamento da sua masculinidade. Mas, em boa parte da cultura ocidental, o choro ganhou conotação feminina. Virou "coisa de mulher".

Contam as histórias de bastidores que, em 1939, durante as filmagens de E o Vento Levou, o americano Clark Gable se opôs fortemente a chorar diante das câmeras. Tal situação de fragilidade poderia manchar sua imagem viril. Para os homens mexicanos, assim como para os brasileiros, até hoje não pega bem cair em prantos - mesmo depois de uma desilusão amorosa daquelas. Buscam, então, apoio nos mariachis, cantores de melodias melodramáticas, que estão para os homens apaixonados como as carpideiras estão para os enterros. "Os mexicanos costumam, então, se embebedar e se juntar aos mariachis - não propriamente para chorar, mas para cantar canções de lamento", diz o antropólogo Guillermo Ruben. (Alguém se lembrou dos machões brasileiros e da sua relação com a música sertaneja?)

"Estudar as diferentes culturas e suas manifestações é a melhor maneira de compreender o que significa chorar", afirma o professor Tom Lutz, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. "As razões pelas quais as pessoas choram, o momento considerado apropriado para o choro, o que representa - para um homem ou para uma mulher - verter lágrimas em público, tudo isso muda." Na tentativa de entender o complexo e admirável mundo das lágrimas, Lutz fez um passeio pelo universo das representações artísticas e culturais do choro. A aventura resultou no livro Crying - A Natural and Cultural History of Tears (Chorar - Uma história natural e cultural das lágrimas, ainda inédito em português). E encontrou histórias curiosas que, se não dissolvem o mistério do ato de chorar, ao menos reforçam seu caráter fluido e mutável.

"Em 1972, Edmund Muskie, um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, derramou algumas lágrimas", diz Tom Lutz. "Naquela época, isso foi considerado sinal de fraqueza e ele acabou renunciando à corrida presidencial mais cedo." Vinte anos mais tarde, o presidente Bill Clinton chorava publicamente nos momentos apropriados e havia um senso geral, especialmente entre as eleitoras, de que isso era algo bom. "Como o significado social das lágrimas muda ao longo do tempo, elas passaram de politicamente desastrosas para vantajosas", afirma.

A partir de textos históricos e literários, Lutz identifica diversos tipos de lágrimas emocionais, de acordo com o significado que assumem em contextos diversos. Existem as lágrimas de heroísmo e de consideração - quando Rolando, o guerreiro mais famoso da França medieval, morreu, conta-se que mais de 20 000 cavaleiros choraram tão profusamente que muitos desmaiaram e caíram do próprio cavalo. Há muito tempo as lágrimas têm sido associadas à santidade. Existe também a conotação de penitência, em que o choro funciona como meio de redenção. Os evangelhos contam a história da mulher pecadora que lavou os pés de Jesus Cristo com suas lágrimas. Em outro momento, falam do arrependimento de Pedro, que negou três vezes conhecer Cristo e, depois disso, chorou amargamente, rompendo em soluços.

Existe também o choro de frustração - como as lágrimas coletivas dos milhares de brasileiros que viram a Seleção perder para o Uruguai, em pleno Maracanã, na Copa do Mundo de 1950. Aliás, em competições, como os jogos olímpicos ou o campeonato mundial de futebol, o choro ganha diferentes significados. A busca por resultados e pela superação de limites, a pressão exercida pelas equipes e as emoções extremadas inevitavelmente levam às lágrimas. Existem os choros de tristeza diante da impossibilidade da vitória. Há as lágrimas de alegria, depois de uma conquista difícil, e de alívio, quando os resultados esperados são atingidos. E, depois da disputa pelo primeiríssimo lugar, sempre aparece o choro dos vencedores - dos vencedores que ganharam e daqueles que perderam pela diferença de milésimos de segundo ou de um gol aos 44 minutos do segundo tempo.

Estímulos para derramar lágrimas não faltam. Desde os primórdios do teatro, dramaturgos e diretores usam as lágrimas cênicas para emocionar a platéia. Muitas vezes, o público vai ao cinema ou aluga um DVD na expectativa de chorar com o filme a que vai assistir - como ocorria com as peças de Jean Racine, dramaturgo francês do século XVII, e com os romances melosos dos idos de 1800. Existem certas técnicas, usadas na elaboração de roteiros de cinema, que ajudam a emocionar os espectadores: a morte súbita de um personagem, um acidente com uma criança ou uma doença inesperada, por exemplo. Tom Lutz cita o caso de Titanic, de James Cameron, filme assistido por milhões de pessoas no mundo todo. Adolescentes entrevistados depois da sessão confessavam que, mesmo já tendo visto o filme várias vezes antes, voltavam para o cinema simplesmente para chorar. "É ótimo chorar, porque isso torna o filme bem mais agradável", disse uma garota citada por Lutz.

Mas, afinal, chorar faz bem? "Certamente faz", diz o psicólogo transpessoal Roberto Ziemer, de São Paulo. "Diversos problemas psicossomáticos e também episódios de depressão têm sua origem na repressão do choro. As lágrimas ajudam a pessoa não só a expressar suas necessidades, mas também a preenchê-las." Chorar funciona como uma descarga física e emocional. O filósofo romano Sêneca já tinha escrito: "As lágrimas aliviam a alma". E um antigo provérbio hindu afirma que chorar faz bem para a aparência (depois que o inchaço dos olhos passar, obviamente). Ou seja, chorar traz benefícios para o corpo, para a alma e para o humor.

De acordo com Tom Lutz, a maioria das pesquisas atuais sugere que, ao contrário do que se pensa, o pranto não acontece num momento de clímax emocional para desafogar a tensão. As lágrimas aparecem, na verdade, quando o organismo está se restabelecendo da profusão de emoções. Trata-se de uma reação pós-crise, de um mecanismo natural de cura. "Um bom choro vale mais que doses de tranqüilizantes", diz Guillermo Ruben. Portanto, luz verde para as lágrimas. Da próxima vez que sentir emoções fortes, abra as comportas sem culpa.

Fonte: SUPER INTERESSANTE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Origem do sorvete

A origem do sorvete


A origem do sorvete causa polêmica, mas ele é unanimidade na hora em que a temperatura sobe,o verão está apenas no começo e os termômetros já dizem que é tempo de vestir o menor número de roupas possível e de se refrescar quantas vezes por dia você puder.
E é quando a temperatura beira absurdos 40 graus que um dos melhores companheiros da caminhada é o sorvete. De massa, no palito ou daqueles feitos em casa, é difícil achar alguém que não aprecie esta delícia.

História do Sorvete

Muita gente desconhece a origem do sorvete. Existem várias teorias sobre o surgimento desta iguaria.


As mais interessantes são:


O primeiro relato sobre o sorvete data de mais de 3 mil anos atrás, e tem sua origem no Oriente. Os chineses costumavam preparar uma pasta de leite de arroz misturado à neve, algo parecido com a atual raspadinha.

O Imperador Nero, há cerca de mil e novecentos anos atrás, mandava seus escravos às montanhas buscarem neve, que era utilizada para o congelamento do mel, polpa de frutas ou sucos.
No século 14, o veneziano Marco Polo voltou de sua famosa viagem ao Oriente. Além de introduzir o macarrão na Europa, Polo trouxe uma receita para fazer sorvetes de água, muito parecidos com os atuais.
No século 17, quando o monarca Francisco I esteve em campanha na Itália, decidiu levar para seu filho, o Duque de Orleans, uma noiva, Catarina de Médicis. A ela atribui-se a introdução do sorvete na França. Neste mesmo país, em 1660, Procopio Coltelli inaugurou, em Paris, a primeira sorveteria do mundo.
A neta de Catarina de Médicis casou-se em 1630 com Carlos I da Inglaterra e, segundo a tradição da avó, também introduziu o sorvete entre os ingleses. Os colonizadores britânicos levaram o sorvete para os Estados Unidos.
Em 1851 os Estados Unidos viveram um dos momentos mais importantes da história do sorvete: o leiteiro Jacob Fussel abriu em Baltimore a primeira fábrica de sorvetes, produzindo em grande escala e sendo copiado por outros em Washington, Boston e Nova York.
Em 1879, também nos Estados Unidos, é inventado o "Ice Cream Soda". O aparecimento da casquinha possui duas versões: uma de que teria surgido em 1896 na Itália, e outra que diz que ela foi inventada em 1904 nos EUA. O picolé apareceu na Itália no início do século 20.

O sorvete no Brasil

A primeira sorveteria brasileira nasceu em 1835, quando um navio americano aportou no Rio de Janeiro com 270 toneladas de gelo. Dois comerciantes compraram o carregamento e passaram a vender sorvetes de frutas. Na época, não havia como conservar o sorvete gelado, por isso ele tinha que ser consumido logo após o preparo. As sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-lo.

No Brasil, o sorvete chegou a ser considerado o precursor do movimento de liberação feminina. Para saboreá-lo, a mulher praticou um de seus primeiros atos de rebeldia contra a estrutura social vigente, invadindo bares e confeitarias, lugares ocupados até então quase que exclusivamente pelos homens.
Evoluindo a passos curtos, esta guloseima só teve distribuição no país em escala industrial em 1941, quando foi fundada na cidade do Rio de Janeiro a U.S. Harkson do Brasil, nos galpões alugados da falida fábrica de sorvetes Gato Preto.

Seu primeiro lançamento, já com o selo Kibon, foi o Eski-bon. Desde então, a população foi se tornando cada vez mais adepta: dados recentes apontam que o país consome cerca de 200 mil toneladas de sorvete por ano.

Onde apreciar o Sorvete

Quem diria que aquela pasta misturada com frutas e leite se transformaria num dos produtos mais consumidos no mundo todo? A variedade de sabores, cores e formatos é proporcional à reação das pessoas que a comem.
Dos simples picolés às bananas-splits e sundaes, passando pelos fritos (os tempurás de sorvete, envolvidos por uma casquinha crocante, frito em óleo muito quente por poucos segundos e servido em restaurantes japoneses), o sorvete é sucesso em qualquer estação. Veja no final da matéria algumas dicas de sorveterias onde o pecado é não sair com algumas graminhas a mais.
Mas se a preguiça falar mais alto e a vontade for é ficar o dia inteiro jogado no sofá, você ainda pode tomar sorvete em casa. Calma! Não é preciso ser nenhuma autoridade em culinária. A receita é muito fácil de se fazer.

Curiosidades sobre o Sorvete

A taça de sorvete "sundae" surgiu no início do século 20, nos Estados Unidos, e era servida aos domingos ("Sunday", em inglês, significa domingo). O invento recebeu uma grafia diferente porque este era considerado um dia sagrado.
Em 1846, a norte-americana Nancy Johnson inventou um congelador que funcionava com uma manivela que, quando girada manualmente, agitava uma mistura de vários ingredientes. Na parte de baixo, havia uma camada de sal e gelo, que a congelava. Era a precursora das primeiras máquinas industriais de sorvete.
No início, no Rio de Janeiro, o gelo era envolto em serragem e enterrado em grandes covas para que não derretesse. Ele chegava a durar cinco meses, tempo suficiente para que os sorveteiros mantivessem na população carioca o gosto pelo sorvete.
Nos EUA, maior consumidor de sorvete no mundo, foi instituído o Dia Nacional do Sorvete. É o dia 14 de julho, mês que também é considerado o Mês Nacional do Sorvete.


Sorvete é um cristal de gelo, produzido através de uma mistura homogênea composta de água (ou leite), (leite em pó), açúcares, gordura proveniente da manteiga e ou creme de leite e ou gordura vegetal hidrogenada, aroma fruta ou suco de fruta, emulsificante, espessante e “ar” sendo que deverá manter-se em suspensão durante e após o seu processo de congelamento.


Podemos dizer que um sorvete está ligado a uma lei física que diz:

“Quanto mais rápido for o batimento e maior for a cadeia de frio; menor serão os seus cristais.”

Para se obter um produto de boa qualidade, costuma-se dizer que é mais importante a “quantidade” utilizada do que propriamente a qualidade da matéria prima (não que isso seja desnecessário) claro que se obtiver-mos qualidade e quantidade sempre “corretas” teremos um excelente produto final.

O importante é que você tenha um bom balanceamento de suas misturas, para que se tenha sempre um padrão constante em seu sorvete.

O correto de se balancear uma mistura é fazer o que chamamos engenharia reversa ou seja, partimos dos produtos agregado para se obter a base:

Ex: Quando fabricamos uma calda base e com ela iremos produzir sorvetes de creme, morango e chocolate, então teremos:

Calda base + baunilha = Teores da calda base apenas.
Calda base + morango = Teores da calda base + fruta morango com 85% de água que a mesma possue teremos um teor de gordura menor que o sorvete de creme.
Calda base + chocolate em pó e Cacau = Teores da calda base + os agregados e teremos um teor de gordura maior que o sorvete de creme.

O resto desta matéria você pode ler aqui

A história dos refrigerantes

O refrigerante é uma bebida rica em corantes e conservantes que contém grande quantidade de açúcar, exceto nas versões light e diet que apresentam menor quantidade. Possui aroma sintético de fruta e gás carbônico. O refrigerante surgiu em 1676 em Paris, numa empresa que misturou água, sumo de limão e açúcar.

Naquela época, não havia ainda descoberto a água misturada ao gás carbônico. Em 1772, Joseph Priestley realizou experiências acrescentando gás em líquidos, mas foi somente comercializado em 1830. Nessa época, os farmacêuticos tentavam associar ingredientes curativos às bebidas gaseificadas.
Em 1886, o farmacêutico John Pemberton de Atlanta criou uma mistura de cor caramelo e juntou a água carbonatada (gasosa). Frank Robinson, contador de Pemberton batizou a bebida de Coca-Cola e escreveu a próprio punho. A partir daí, o nome da bebida passou a ser escrito da forma com que o recebeu de Robinson. Era vendida na farmácia por USD 0,05 para ajudar na digestão. Chegou ao Brasil em 1941, sendo produzida na cidade de Recife.
Em 28 de agosto de 1898, o farmacêutico Caleb Bradham criou a Pepsi-Cola na Carolina do Norte com a finalidade de revigorar, rejuvenescer e ajudar na digestão. Seu nome foi tirado com base em seus principais ingredientes, a pepsina e as nozes de cola. Chegou ao Brasil em 1953 e desde então é um dos refrigerantes mais consumidos.

Os refrigerantes podem ser classificados como:

• Refrigerante à base de sumo de frutas com quantidade mínima de sumo de uma ou de várias frutas.
• Refrigerante à base de extratos vegetais dissolvidos em água com aromatizantes podendo haver ou não sumo e outros ingredientes vegetais.
• Refrigerante à base de aromatizantes onde são dissolvidos os aromas, sumos, açúcares, dióxido de carbono, acidulantes e antioxidantes.

Fonte:  Brasil Escola

História da Coca-Cola aqui

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cuidado com o aedes aegypti!!!


Aedes (Stegomyia) aegypti (aēdēs do grego "odioso" e ægypti do latim "do Egito") é a nomenclatura taxonômica para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito da dengue, é uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África, atualmente distribuído por quase todo o mundo, com ocorrência nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer. O mosquito está bem adaptado a zonas urbanas, mais precisamente ao domicilio humano onde consegue reproduzir-se e pôr os seus ovos em pequenas quantidades de água limpa, isto é, pobres em matéria orgânica em decomposição e sais, o que as concede características ácidas, que preferivelmente estejam sombreados e no peridomicílio. As fêmeas para realizar hematofagia podem percorrer até 2500 m. É considerado vector de doenças graves como o dengue e a febre amarela e por isso mesmo o controle das suas populações é considerado assunto de saúde pública.



O Aedes aegypti é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia, ao contrário do Anopheles, vector da malária, que tem atividade crepuscular tendo como vítima preferencial o homem. O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Como em quase todos os outros mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas substâncias vegetais e açucaradas.

Por se adaptar bem a vários recipientes, a expansão deste mosquito a partir do seu habitat original foi rápida. O Aedes aegypti foi introduzido na América do Sul através de barcos provenientes de África, nas Américas se admite que sua primeira colonização sobre o novo mundo ocorreu através dos navios negreiros no período colonial junto com os escravos. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os "navios-fantasmas". No Brasil o Aedes aegypti foi erradicado na década de 1950, entretanto na décadas de 60 e 70 ele voltou a colonizar esse país, vindo dos países vizinhos que não haviam conseguido promover a sua total erradicação.

O Aedes aegypti está presente nas regiões tropicais de África e da América do Sul, chegando à Ilha da Madeira, em Portugal e ao estado da Flórida nos Estados Unidos da América. Nesta zona, o Aedes aegypti tem vindo a declinar, graças à competição com outra espécie do mesmo gênero, o Aedes albopictus. Este fato, porém, não trouxe boas notícias, uma vez que o A. albopictus é também um vetor da dengue, bem como de vários tipos de encefalite equina. Mas no Brasil, o único que transmite a Dengue é o A.aegypti. E a competição entre as duas espécies ocorre devido ao fato de a fêmea do A. aegypti se acasalar tanto com o macho de sua espécie, quanto com o macho do A. albopictus que é mais agressivo e, sendo de outra espécie, gera ovos inférteis, reduzindo assim a população de A. aegypti.

O Aedes aegypti parece ser sensível a repelentes baseados no composto N,N-dietilmetatoluamida.

Prevenção



Controle do mosquito


O controle é feito basicamente através do combate ao mosquito vetor, principalmente na fase larvar do inseto. Deve-se evitar o acúmulo de água em possíveis locais de desova dos mosquitos. Quanto à prevenção individual da doença, aconselha-se o uso de janelas teladas, além do uso de repelentes.

É importante tratar de todos os lugares onde se encontram as fases imaturas do inseto, neste caso, a água. O mosquito da dengue coloca seus ovos em lugares com água parada limpa. Embora na fase larval os insetos estejam na água, os ovos são depositados pela mãe na parede dos recipientes, aguardando a subida do nível da água para eclodirem.

Pesquisas recentes mostraram que o uso de borra de café nos locais de potencial proliferação de larvas é extremamente eficiente na aniquilação do mosquito. Cientistas da UNESP de São José do Rio Preto - Estado de São Paulo, descobriram que a larva do Mosquito da Dengue pode ser combatido através de borra de café, já utilizada. Apenas 500 microgramas são necessários para matar a larva do mosquito transmissor, sendo sugerida a utilização de 2 colheres dessa borra para cada meio copo d'água.

Um dos principais problemas no combate ao mosquito é localizá-lo. Atualmente, o Ministério da Saúde Brasileiro utiliza o Índice Larvário, um método antigo, do início do século XX, cujas informações são pouco confiáveis e demoradas.

Recentemente, cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais desenvolveram um método de monitoramento do mosquito utilizando armadilhas, produto atraente, computadores de mão e mapas georeferenciados. O sistema, chamado M.I. Dengue, permite localizar rapidamente mosquitos nas áreas urbanas, permitindo ações de combate apenas nas áreas afetadas, com aumento da eficiência e economia de recursos.

Desenvolvimento de vacina

Ainda não há vacinas comercialmente disponíveis para a dengue, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando firme neste propósito.

A dengue, com quatro vírus identificados até o momento, é um desafio para os pesquisadores, pois a sua vacina é mais complexa que as demais. É necessário fazer uma combinação de todos os vírus para que se obtenha um imunizante realmente eficaz contra a doença.

Pesquisadores da Tailândia estão testando uma vacina para a dengue em 3.000-5.000 voluntarios humanos após terem obtido sucesso em testes com animais e em um pequeno grupo de voluntários humanos. Diversas outras vacinas candidatas estão entrando na fase I ou fase II das pesquisas.

Estima-se que deve-se ter um imunizante contra a dengue dentro dos próximos anos.

O Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro anunciou que em 2012 estará disponível uma vacina para os quatro tipos de dengue.

Fonte: Wikipédia
          Wikipédia

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cuidado com os ataques da aranha-marrom!!!


As aranhas-marrom (Loxosceles spp.) são aracnídeos venenosos, conhecidas por sua picada necrosante. Elas são membros da família Sicariidae.


As aranhas-marrom têm um comprimento total de cerca de 7–12 mm (um terço disso sendo o corpo, de coloração típicamente marrom) e seis olhos - organizados aos pares - na cor branca. Algumas apresentam o desenho de uma estrela no cefalotórax. De teias irregulares, têm como característica a peregrinação noturna e a alta atividade no verão. Durante o dia permanecem escondidas sob cascas de árvores e folhas secas de palmeira - na natureza - ou atrás de móveis, em sótãos porões e garagens - no ambiente doméstico.

Principais espécies


A última revisão das espécies de Loxosceles na América do Sul foi feita por Gertsch em 1958 e 1967. São catalogadas 30 espécies para o continente em questão. Algumas delas são:

Loxosceles similis (Moenkhaus, 1898)

Primeira espécie de Loxosceles encontrada no Brasil. Vive nos estados do Pará (belém), Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Conhecida também por L. surata (Simon, 1907).

Loxosceles rufescens (Dufour, 1820)

Originária da região do mediterrâneo, norte da áfrica e europa. Conhecida também por L. compactilis (Simon, 1881), L. indrabeles (Tikader, 1963), L. distincta (Lucas, 1846) e L. marylandica (Muma, 1944).

Loxosceles rufipes (Lucas, 1834)

Encontrada na Colômbia, Chile, Guatemala e Panamá.

Loxosceles variegata (Simon, 1897)

Encontrada no Paraguai.

Loxosceles spadicea (Simon, 1907)

Encontrada no Peru, Bolívia e Argentina.

Loxosceles lutea (Keyserling, 1877)

Encontrada na Colômbia e no Equador. Conhecida também por L. pictithorax (Strand, 1914).

Loxosceles amazonica (Gertsch, 1967)

Encontrada no Norte e no Nordeste do Brasil. Tem o colorido marrom, com o cefalotórax e pernas menos pigmentadas, além do abdome mais próximo ao preto.

Loxosceles gaucho (Gertsch, 1967)

Encontrada na Tunísia e no Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Loxosceles intermedia (Mello-leitão, 1964)

Encontrada na Argentina e no Brasil (região Sudeste, Sul e no estado de Goiás). Conhecida também por L. ornatus (Mello-Leitão, 1938) e L. ornata (Mello-Leitão, 1941).

Loxosceles laeta (Nicolet, 1849)

Encontrada na América do Sul (No Brasil na região Sul, Sudeste e no estado da Paraíba), Finlândia e Austrália. Conhecida também por L. bicolor (Holmberg, 1876), L. longipalpis (Banks, 1902), L. nesophila (Chamberlin, 1920) e L. yura (Chamberlin & Ivie, 1942)

Loxosceles reclusa (Gertsch & Mulaik, 1940)

Encontrada na América do Norte, principalmente nos EUA (Nos estados do Texas, Kansas, Missouri, Oklahoma e California). Apresenta uma linha preta na porção dorsal do seu tórax, gerando o apelido de "Aranha Violino".

Loxosceles adelaida(Gertsch, 1967)

Encontrada no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro), Paraguai e Argentina.

Loxosceles hirsuta (Mello-leitão, 1961)

Encontrada no Brasil (São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais), Paraguai e Argentina.

Forma e conseqüência dos ataques



São aranhas pouco agressivas, dificilmente atacam pessoas. As picadas ocorrem como forma de defesa, quando macho ou fêmea (ambos peçonhentos) são comprimidos contra o corpo, durante o sono, no momento do uso das vestimentas (calçando um sapato, por exemplo) ou no manuseio de objetos de trabalho (como enxadas e pás guardadas em locais escuros).

No ato da picada há pouca ou nenhuma dor e a marca é praticamente imperceptível. Depois de 12 a 14 horas ocorre um inchaço acompanhado de vermelhidão na região (edema e eritema, respectivamente), que pode ou não coçar. Também pode ocorrer escurecimento da urina e febre. Os dois quadros distintos conhecidos são o loxoscelismo cutâneo (o que normalmente ocorre, onde há a picada na pele) e o cutâneo-visceral (com lesão cutânea associada a uma hemólise intravascular).

Com o avanço (sem tratamento) da picada, o veneno (dependendo da quantidade inoculada) pode causar necrose do tecido atingido, falência renal e, em alguns casos, morte. Somente foram detectados casos de morte - cerca de 1,5% do total - nos incidentes com L. laeta e L. intermedia.

Tratamento


Logo após a picada é indicado lavar o local com água e sabão abundantes e não fazer torniquetes, para evitar a gangrena do veneno e minimizar os efeitos da necrose. É interessante que a região da picada fique em repouso, dificultando a absorção do veneno. Não convém furar, cortar, queimar ou espremer. Também não é indicado fazer sucção no local da ferida nem aplicar extratos naturais. Não se recomenda a ingestão de bebidas alcoolicas. O procedimento padrão é levar a vítima ao serviço de saúde próximo o mais rápido possível, levando a aranha (morta ou viva) para identificação de espécie e confirmação da necessidade de soro. Vale lembrar que tais procedimentos servem para qualquer ataque de animal peçonhento.

O soro utilizado para combater a picada desta aranha é composto de Antihistamínico/anticolinesterásico/dapsona e 5 ampolas de soro antiaracnideo polivalente ou soro antiloxosceles EV, que deverá ser ministrado ao paciente até 36 horas depois do acidente com a aranha.

Combate


O predador natural da Aranha-Marrom (Loxosceles sp.) é a lagartixa (Hemidactylus mabouia), encontrada andando por paredes e tetos de casas. Porém a lagartixa vem sendo dizimada com o avanço urbano e por ação humana.

Por conta disso a Aranha-Marrom se reproduz livremente. A região sul do Brasil (Paraná principalmente) tem sofrido com o ataque destas aranhas, cerca de 3000 acidentes somente em 2004. Um relatório de um Instituto de Saúde de Minas Gerais, mostra que foram encontradas aranhas marrons do gênero Loxosceles em algumas casas da Grande Belo Horizonte, onde esta aranha estaria extinta desde 1917, e teoricamente somente existiria em cavernas.

Como evitar ocorrências


* Limpe com freqüência atrás de móveis como armários, cabeceiras de camas, baús, cômodas, quadros.

* Bata as roupas antes de vesti-las, principalmente os sapatos.

* Evite entrar em cavernas, casas abandonadas, depósitos, etc.

No caso de alguma ocorrência


* Não toque na aranha, não tente pegá-la, nem mesmo com luvas ou papeis grossos.

* Isole o local com um pano escuro e grosso.

* Evite matar a aranha. Chame os bombeiros ou o Centro de Controle de Zoonoses mais próximo de sua casa. Tentar matá-la pode ocasionar em um ataque acidental.

iWally