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domingo, 27 de junho de 2010

Invenções da ficção científica

Viagem à Lua

Imaginada em: 1865, no livro De La Terre à la Lune, de Júlio Verne.

Realizada em: 1968, astronautas orbitam a Lua; 1969, astronautas na Lua.

Na história bolada por Verne, 3 sujeitos se lançam à Lua em uma espaçonave disparada por um canhão de 275 metros. Quase 100 anos antes de Yuri Gagarin se tornar o primeiro homem a sair da Terra, Verne se aproximou da realidade. O francês também acertou o número de tripulantes, previu a falta de peso no espaço, as dimensões da cabine e a base de lançamento - Flórida, pela proximidade do Equador, onde a Terra gira mais rápido. Finalmente, propôs que, na volta, a nave pousasse na água. Mas errou feio na maneira de pôr a nave em órbita, certo? Nem tanto: cientistas querem criar um canhão semelhante ao do livro para lançar cargas rumo à Estação Espacial Internacional.

Porta automática

Imaginada em: 1899, no livro When the Sleeper Wakes, de H.G. Wells.

Realizada em: 1954.

No livro, um cara entra em coma em 1897 e acorda em 2100, encantado com as novidades tecnológicas. Entre elas, uma estreia na literatura: portas que se abrem quando alguém se aproxima e se fecham quando a pessoa se afasta. No mundo real, elas surgiram muito antes, na ventosa cidade de Corpus Christi, no Texas, onde portas viviam batendo e quebrando. Para sanar esse problema, um dupla de vidraceiros locais inventou um sistema de portas acionadas por um sistema sob tapetes. Patenteadas em 1954, chegaram ao mercado em 1960.

Robôs

Imaginados em: 1921, na peça Robôs Universais de Rossum, de Karel Capek.

Realizados em: 1961, linhas de produção da GM.

A peça checa é célebre por criar o termo "robô" (de robota, "trabalho forçado" em checo) para nomear homens-máquina. Já a "robótica" veio em 1941, com Isaac Asimov, que foi fundo no assunto, criando leis e prevendo conflitos éticos da convivência entre a inteligência natural e a artificial. Essas máquinas feitas à semelhança do ser humano, androides, ainda não existem. Mas, de maneira geral, considera-se que o Unimate, uma máquina criada em 1961 e utilizada na GM para lidar com placas quentes de metal, tenha sido o primeiro robô como os imaginamos hoje.

Bomba atômica

Imaginada em: 1895, no livro The Crack of Doom, de Robert Cromie.

Realizada em: 1945, primeira explosão em teste nos EUA.

Apenas dois anos depois da descoberta do elétron, o autor irlandês imaginou uma bomba capaz de libertar a energia que mantém unidos os átomos de uma molécula e que "levantaria 100 mil toneladas a quase 2 milhas de altura". A ideia de uma arma superpotente é tão clichê quanto um vilão de Austin Powers, mas o método descrito por Cromie era bastante lógico e curiosamente parecido com as bombas que seriam criadas 50 anos depois, que libertam a energia contida dentro dos próprios átomos. No entanto, a busca por uma bomba atômica foi uma evolução natural diante do avanço científico da época, especialmente diante da realidade da 2ª Guerra Mundial. Se o Projeto Manhattan envolveu cientistas responsáveis pela descoberta da física quântica, Cromie falava ainda na "energia etérea" presa nos elementos da Terra.

Satélite

Imaginado em: 1945, no artigo Extra-Terrestrial Relays, de Arthur C. Clarke.

Realizado em: 1963.

Em um artigo publicado pela revista Wireless World, em outubro de 1945, Arthur C. Clarke descreveu um conceito onde 3 estações espaciais realizariam uma órbita geoestacionária (onde um objeto parece parado no céu, em relação à Terra). Assim, seria possível enviar sinais de rádio, telefone ou televisão, por exemplo, de qualquer lugar do mundo para outro. Isso só foi possível 6 anos depois do Sputnik, quando o Symcom 2 foi lançado pela Nasa para ser usado em telefonia de longa distância. Hoje, mais de 300 satélites geoestacionários orbitam a Terra - eles ficam a 36 mil km de altura, enquanto os outros geralmente estão a algumas centenas de quilômetros. O autor de 2001 - Uma Odisseia no Espaço acabou sendo reconhecido: hoje, a órbita geoestacionária é também conhecida por órbita Clarke, bem como a pequena faixa de espaço sobre o Equador onde é possível manter tal órbita é chamada de cinturão Clarke.

Urna eletrônica

Imaginada em: 1975, no livro The Shockwave Rider, de John Brunner.

Realizada em: 1996, Brasil e EUA.

Na realidade imaginada por Brunner, as informações de todos os cidadãos estão em uma rede governamental manipulada pelos poderosos. Eis que um hacker cria um programa que disponibiliza todas as informações secretas do governo para quem quiser acessá-las. O último ato do programa é criar um plebiscito nacional, com votos através dos telefones, em que a população deve decidir se o sistema será mantido - o final a gente não conta. O curioso é que a votação é criada por um hacker, enquanto na vida real eles são justamente os caras mais temidos desde que as máquinas de votação direta surgiram na década de 1990.

Home Theater

Imaginado em: 1953, no livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

Realizado em: anos 90.

Em sua obra mais popular, Bradbury imagina os EUA dos anos 90 como uma sociedade hedonista e anti-intelectual, onde os livros estão proibidos e são queimados se descobertos por bombeiros. Nesse mundo, todo trabalhador sonha em comprar sua "televisão de parede", uma sala com projeções 3D e um sistema de som multicanal, onde as pessoas se sentem imersas na transmissão de espetáculos musicais ou competições que testam seu conhecimento sobre cultura popular, e onde os atores de suas séries preferidas são chamados de família. Hoje, essa descrição parece apenas um pequeno exagero - inclusive, alguns diriam, no que trata da qualidade da programação e da relação das pessoas com personagens fictícios. Porém, quando Fahrenheit foi lançado, em 1953, a televisão colorida havia sido lançada nos EUA fazia apenas 3 anos e ainda era extremamente cara. Tecnologias como o laserdisc e sistemas de som multicanal, que iriam tornar possível os home theaters, só surgiram na década de 1980.

iPad

Imaginado em: 1966, série Jornada nas Estrelas.

Realizado em: 2010, pela Apple.

Os tablets podem ser vistos em vários filmes e séries de ficção científica, geralmente na mão de engenheiros ou cientistas. A antiga aparição dessa engenhoca é na série original de Jornada nas Estrelas, de 1966. No livro 2001, escrito por Arthur C. Clarke em 1968, baseado no script que escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem. Protótipos de tablets existem desde a década de 1990.

Internet

Imaginada em: 1984, no livro Neuromancer, de William Gibson.

Realizada em: anos 90

O "ciberespaço" descrito em Neuromancer lembra mais o mundo do filme Matrix - as pessoas se conectam fisicamente à rede de computadores, numa imersão completa - ser pego hackeando bancos de dados do governo e de empresas pode resultar em dor ou mesmo morte. Mas a visão de uma rede mundial de computadores e bancos de dados conectados entre si, à disposição de qualquer pessoa, era absolutamente inovadora em uma época onde computadores pessoais ainda eram um luxo. Ainda que o livro de Gibson não estivesse na cabeça de Tim-Berners Lee em 1989, quando este propôs a criação do serviço de hipertextos que viria a se tornar a web, a importância da obra na maneira como ela se desenvolveu é unânime. Quando a web começou a surgir, no início da década de 1990, as interações e oportunidades possibilitadas pelo "ciberespaço" de Gibson passaram a ser não só uma incrível previsão mas um objetivo a ser alcançado, servindo como plano de desenvolvimento para a tecnologia.

Colchão D`água

Imaginado em: 1961, no livro Stranger in a Strange Land, de Robert Heinlein.

Realizado em: 1968.

Em 1968, quando o estudante de design Charles Hall tentou patentear um colchão preenchido com água - já havia tentado versões com maisena e gelatina -, enfrentou problemas. Motivo: a tal "cama d’água" já havia sido descrita em um livro de Robert Heinlein, em que um garoto nascido e criado em Marte usa uma "cama hidráulica" para se adaptar à pressão atmosférica e à gravidade terrestres. O inventor teve a patente negada por causa da ficção.

SUPERINTERESSANTE

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Corridas espaciais inúteis

Nigéria


Quanto investe: US$ 20 milhões/ano.

O que faz: Mesmo sendo um dos países mais pobres do mundo, lançou um satélite em 2003. Não adiantou muito: em 2005, o NigeriaSat-1 não informou o sistema de tráfego aéreo do país sobre o mau tempo. Um avião caiu, e 117 pessoas morreram.

Peru

Quanto investe: US$ 50 mil/ano.

O que faz: Sua agência espacial correu atrás de parcerias com outros países. Mas, quando precisava ir à Tailândia para formalizar a cooperação internacional, não mandou ninguém. Faltou dinheiro para as passagens de avião.

Cazaquistão

Quanto investe: US$ 500 milhões/ano.

O que faz: Em 2006 resolveu lançar um satélite, o Kazsat 1, para modernizar suas emissoras de televisão. Mas se deu mal: o satélite, que havia sido comprado da Rússia, pifou com dois anos de uso – e todos os canais de TV saíram do ar.

Malásia

Quanto investe: US$ 25 milhões/ano.

O que faz: Reuniu 150 cientistas muçulmanos para descobrir qual a melhor maneira de rezar no espaço sem desobedecer aos preceitos do islã. Resposta? Pode ser em qualquer direção, porque estando em órbita é muito difícil saber a direção de Meca.

Romênia

Quanto investe: US$ 7 milhões/ano.

O que faz: Insatisfeitos com o descaso do governo, alguns universitários se juntaram para construir os próprios foguetes. A esperança deles é ganhar o prêmio de US$ 20 milhões que o Google está oferecendo a quem conseguir mandar um robô para a Lua.

SUPERINTERESSANTE

domingo, 25 de abril de 2010

Temos uma segunda lua?

3753 Cruithne é um asteroide em órbita em torno do Sol, possuindo uma ressonância orbital de 1:1 com a órbita da Terra. A órbita do asteroide é uma órbita ferradura. Foi descrita como a "segunda lua da Terra", embora seja apenas um quasi-satélite.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Onde está o cometa Halley?


O Halley é um cometa famoso que "visita a Terra" a cada 75 ou 76 anos, quando atinge o ponto mais próximo do Sol - o periélio. Sua última aparição foi em 1986. Por alguns dias, ele ficou (mais ou menos...) visível até mesmo a olho nu. Ao se afastar da Terra, o cometa seguiu em sua órbita elíptica.Segundo cálculos da Nasa, ele está hoje a 4,7 bilhões de km do Sol. Isso é quase 31 vezes a distância entre a Terra e nossa estrela mãe. E ele segue se afastando. Estima-se que o Halley irá atingir o ponto mais distante do Sol - o chamado afélio - no final de 2023. Nesse ano, o cometa estará a 5,3 bilhões de km do Sol, e, então, irá iniciar seu caminho de volta. Somente em 2061 é que deve acontecer a próxima "visita" do Halley - o ano em que ele atinge o periélio novamente. Ainda é cedo para cravar em qual época de 2061 ele estará mais perto da Terra. Mas a Nasa estima que será no mês de junho.

A velocidade do Halley não é constante. Segundo a Nasa, em 1910, ele passou aqui pela "vizinhança" a 70,6 km/s. Já em 1998, sua velocidade era de 63,3 km/s. A órbita do Halley é retrógrada: ele gira no sentido contrário ao dos planetas. Ela também é inclinada "para baixo", formando um ângulo de 18º com a órbita do Sol.

VER OU VER, EIS A QUESTÃO

O esperado cometa frustrou muita gente em 1986

1910

A visita do Halley no início do século 20 foi muito comentada porque era a primeira feita com a existência de tecnologias de gravação. O cometa foi fotografado pela primeira vez e ganhou "fama mundial"

1986

Cercado de expectativas, o Halley ofereceu um espetáculo bem menor. Além da poluição luminosa, que prejudicou sua observação, a interação dele com a radiação solar deixou-o menos brilhante e visível que o esperado

2061

Em 2061, o Halley deverá se aproximar da Terra basicamente do mesmo jeito que na última visita. Ou seja, os problemas de 1986 - excesso de luzes e poluição das grandes cidades - podem se repetir e até mesmo se agravar até lá.

          Commons (imagem)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Planetas anões: Makemake


Makemake, formalmente designado como (136472) Makemake, é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar e um dos maiores corpos do Cinturão de Kuiper. Seu diâmetro é de cerca de três-quartos o de Plutão. Não possui satélites conhecidos, o que o torna singular entre os corpos maiores do Cinturão. Sua superfície é coberta por gelo de metano e, possivelmente, de etano, devido à baixíssima temperatura média (cerca de 30 K).


De início conhecido como 2005 FY9 (e antes disso, provisoriamente, como "coelhinho da Páscoa"), Makemake foi descoberto em 31 de março de 2005 por uma equipe chefiada por Michael Brown. O fato foi anunciado em 29 de julho de 2005. Em 11 de junho de 2008, a União Astronômica Internacional (UAI) incluiu-o em sua lista de candidatos potenciais ao status de plutóide, uma denominação para planetas anões além da órbita de Netuno que incluía então apenas Plutão e Éris. Makemake foi formalmente designado um plutóide em julho de 2008.

Makemake recebeu o nome do criador mítico da humanidade segundo os rapanui, nativos da ilha de Páscoa.

Planetas anões: Haumea



Haumea, antes conhecido astronomicamente como 2003 EL61, é um planeta anão do tipo plutóide, localizado a 43,3 UA do Sol, ou seja um pouco mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol, em pleno Cinturão de Kuiper. Haumea possui dois pequenos satélites naturais, Hiʻiaka e Namaka, que, acredita-se, sejam destroços que se separaram de Haumea devido a uma antiga colisão. Haumea é um plutóide com características pouco comuns, tais como a rápida rotação, elongação extrema e albedo elevado devido a gelo de água cristalina na superfície. Pensa-se, também, tratar-se do maior membro de uma família de destroços criados num único evento destrutivo.

Apesar de ter sido descoberto em dezembro de 2004, só em 18 de setembro de 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, recebendo então o nome da deusa havaiana do nascimento e fertilidade.

A controvérsia Atégina/Haumea

O planeta 2003 EL61 provocou uma das disputas homéricas no meio astronômico que se tem notícia desde que Galileu brigou pelo direito de ter descoberto as maiores Luas de Júpiter. 2003 EL61 foi descoberto por José Luis Ortiz y Francisco Aceituno e Pablo Santos Sanz, astrofísico do Instituto de Astrofísica de Andaluzia. Em 29 de julho de 2005, enviaram os dados obtidos no observatório espanhol para o MPC Minor Center Planet. Pouco depois, Mike Brown, o famoso descobridor de Makemake e Éris, enviou felicitações aos colegas espanhóis. E devido a esse anúncio, Brown se viu obrigado a reportar precipitadamente à MPC a existência de dois outros transnetunianos gigantes que havia descoberto há tempos e que estava escondendo da comunidade científica. Durante o tempo que manteve ocultas as informações sobre esses objetos (Éris e Makemake) e descoberto pelos astrônomos espanhóis (2003 EL61), Brown teve tempo de realizar muitas especulações sozinho e eliminar os possíveis competidores por descobertas astronômicas que podiam ter observado também esses objetos. Depois do anúncio pelos espanhóis, Brown chegou a acusá-los no New York Times de roubar seus dados sobre 2003 EL61 pela Internet e anunciar a descoberta do transnetuniano antes de sua equipe. E em 11 de setembro de 2006 após todo o alvoroço do anúncio de 2003 EL61 pelos espanhóis e a tentativa de Brown de se adonar do direito de descoberta, o Instituto de Astrofísica de Andaluzia mandou uma proposta formal de nome ao MPC propondo o nome de Ataecina (Atégina em português), uma deusa ibérica, para o objeto que até então tinha o nome científico de 2003 EL61. O comitê aceitou a proposta do nome enviada pelos espanhóis, mas em 17 de setembro de 2008 anunciou que o nome escolhido era Haumea, uma divindade havaiana, e que o nome era proposto pelo americano Mike Brown. Desse modo a I.A.U. (International Astronomical Union) cerceou o direito de descoberta e de nomeclatura dos espanhóis e quebrou umas de suas mais antigas leis de astronomia: a de que aquele que anuncia primeiro e oficialmente um corpo celeste tem o pleno direito de batizá-lo. Assim, a I.A.U. cedeu controversamente o direito a Brown e sua equipe, o que causou mal estar em toda a comunidade astronômica, que viu com maus olhos a atitude da I.A.U. e classificou-a como protecionismo e corrupção política no meio científico. A discórdia estava plantada, a União Astronômica Internacional ficou em cima do muro: deixou o nome do descobridor em branco, colocando apenas o local de descobrimento como sendo o observatório de Andaluzia e batizou o planeta-anão com o nome sugerido pela equipe do Caltech. Muitos consideraram a atitude tendenciosa, pelo simples fato de que o nome proposto pelo americano Brown é o de uma deusa havaiana, e o mais novo presidente dos Estados Unidos(campanha de 2008), Barack Hussein Obama é um havaiano. Os espanhóis se sentiram "furtados" em seu direito e alegaram que Brown tinha apenas o direito de batizar os satélites de "Atégina", já que, esses sim, foram descobertos e anunciados oficialmente pelo americano e sua equipe. Ortiz e Aceituno chegaram a propor à I.A.U. que indicasse um nome neutro a fim de dar por encerrada a disputa com a equipe de Brown, mas a União Astronômica não se pronunciou quanto a isso. Assim permanece a discussão astronômica sobre o nome aprovado pela I.A.U. e o nome de direito; cabe ao senso comum decidir por qual nome o novo planeta deve ser chamado, decidindo pelo que é correto e justo.

Descobertas e classificações

Astrônomos descobriram um novo conjunto de corpos celestes no Cinturão de Kuiper, uma região do sistema solar além da órbita de Netuno repleta de pequenos astros gélidos. É possível que se trate dos destroços de uma enorme colisão sofrida por Atégina/Haumea. Isso porque, de acordo com o grupo do Instituto de Tecnologia da Califórnia - (Caltech), nos Estados Unidos, os corpos encontrados têm superfície e propriedades orbitais semelhantes às de Atégina/Haumea, cujo tamanho o coloca na categoria dos planetas anões, que inclui Plutão.

A equipe de Michael Brown, do Caltech, propõe que os fragmentos descobertos são pedaços da camada de gelo que cobre o planeta-anão, que tem cerca de um terço da massa de Plutão. Essas “famílias” de rochas com órbita e superfície similares já haviam sido observadas no cinturão de asteróides localizado entre Marte e Júpiter, mas esta é a primeira ocorrência de objetos oriundos de colisões registrada no cinturão de Kuiper. A descoberta pode fornecer um campo de estudos de choques de astros em grande escala – a teoria mais aceita sobre a formação da Lua diz que o satélite se originou a partir da colisão de um objeto enorme com a Terra. Além disso, esse campo de estudo possibilita análises mais detalhadas dos objetos do cinturão de Kuiper e uma melhor compreensão da história do sistema solar.

Luas

Atégina/Haumea possui dois pequenos satélites naturais: Hiʻiaka e Namaka. Seus diâmetros variam entre 100 e 400 quilômetros, e suas distâncias ao planeta anão entre 9000 e 60000 quilômetros.

Mitologia de Atégina e Haumea

Atégina é uma das mais antigas divindades adoradas na Lusitânia e na Bética, antigos nomes para as regiões onde hoje se encontram Portugal e Espanha. Seu nome quer dizer "renascimento". Era a rainha do inferno, invocada para curar ou provocar a morte. Seus animais sagrados eram o bode e a cabra. Os romanos ideitificaram Atégina com a deusa Prosérpina (Perséfone) filha de Ceres deusa da agricultura e esposa de Plutão, rei do inferno. O mito de Atégina conta que foi roubada de sua mãe por Plutão que a levou para ser sua esposa no inferno. Ceres sua mãe a procurou por todo o mundo, até que soube de seu paradeiro. Então Ceres pediu a Júpiter rei dos deuses que obrigasse Plutão a devolver Atégina. Plutão se recusou pois a donzela já havia comido de seu banquete e por isso não poderia voltar ao mundo dos vivos. Ceres ameaçou Júpiter dizedno que a terra nunca mais produziria alimentos e a humanidade morreria caso não tivesse sua filha consigo. Júpiter então enviou Mercúrio para trazer Ceres, Plutão e Atégina até sua presença, e ordenou que a jovem passasse seis meses com o esposo no inferno, e seis com a mãe sobre a terra. O mito de Atégina é uma metáfora sobre as quatro estações e a morte e o renascimento da terra. Justamente por haver um planeta chamado Plutão, os espanhóis pretendiam dar ao novo astro o nome ibérico de sua esposa.

Haumea é uma divindade primitiva do havaí, deusa do nascimentos e da fertilidade. Geralmente é identificada com Papa, uma antiga deusa mãe. Haumea pôde renascer constantemente, pelo que teve muitos filhos com seus próprios rebentos e descendentes. Também estava relacionada com os frutais sagrados, que produziam frutas segundo a sua vontade. E com sua varinha mágica ela povoava as águas que rodeiam as ilhas havaianas com grandes cardumes de peixes.

sábado, 14 de novembro de 2009

O Sol é o maior objeto do espaço?

De acordo com essa imagem retirada do Wikipédia, até o sol pareceria um cisco ao lado de YV Canis Mojaris, a maior estrela já conhecida, cujo diâmetro de seu raio está entre 1800 e 2100 raios solares. acompanhe as proporções abaixo e veja como essa Super Gigante põe o nosso minúsculo sol no chão. (Clique para ampliar)




Agora, a comparação do tamanho do sol e de Canis Mojaris




Muito louco não é, não passamos de seres microscópicos ao olhar do universo. Que ver mais artigos de Planetas e Espaço? Clique aqui

Água na lua?



Nasa - Confirmado: existe água na Lua - e muita. No mês passado, a sonda Lcross, da Nasa, se chocou de propósito contra o satélite, e resultados divulgados ontem sobre a missão mostram que a espaçonave-robô “se molhou” no impacto. É a primeira observação direta da substância no satélite natural da Terra, em forma de gelo.


“Esta não é mais a Lua da época do seu pai”, disse Greg Delory, astrônomo da Universidade da Califórnia. “Em vez de um mundo morto e imutável, a Lua pode ser um lugar dinâmico e interessante.”

A água encontrada pela Lcross fica no fundo da cratera Cabeus no polo sul da Lua, onde a luz do Sol nunca bate, uma região bastante fria.

A Lcross, ao trombar contra a superfície, fez um buraco de pelo menos 20 metros de diâmetro e levantou quase 100 litros d’água. Foi um “gran finale”: a descoberta fecha um capítulo complicado na história da ciência lunar.

Os cientistas ainda terão muito trabalho, entretanto. O gelo lunar está lá há bilhões de anos. Pode ser encarado como um registro da história do Universo. Ou seja, uma nova área de estudo pode estar surgindo.

Além disso, a descoberta mostra que, em um futuro ainda muito distante, existiria água para ser utilizada para abastecer postos avançados da humanidade no satélite. “Nós estamos desvendando os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por extensão, do Sistema Solar’’, diz Michael Wargo, astrônomo da Nasa, em comunicado à imprensa. “A Lua tem muitos segredos. A sonda Lcross adicionou uma nova camada aos nossos conhecimentos’’, continua.

Fonte: jcnet

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mensagem de Arecibo


Em 1974, o SETI usou o radiotelescópio porto-riquenho Arecibo (o maior telescópio fixo do mundo) para enviar para o espaço uma transmissão que ficou conhecida como a Mensagem de Arecibo. Algumas alterações foram efectuadas no transmissor do radiotelescópio, permitindo transmitir sinais com até 20 terawatts de potência. Como teste inaugural, foi decidido pelo SETI transmitir uma mensagem codificada para o universo. Este sinal foi direcionado para o agrupamento globular estelar M 13, que está a aproximadamente 25.000 anos-luz de distância, e possui cerca de 300.000 estrelas na Constelação de Hércules. A mensagem foi transmitida exactamente em 16 de Novembro de 1974, e consistia-se em 1679 impulsos de código binário que levaram três minutos para serem transmitidos na frequência de 2380 Mhz.






1679 dígitos

Escolheu-se enviar 1679 dígitos pois esse número é um semiprimo, isto é, o produto de apenas dois números primos. No caso, 1679 é o produto de 23 e 73. A idéia foi escolher um semiprimo para que um eventual receptor pudesse deduzir que os sinais formam uma matriz bidimensional.



Codificação

Com o objetivo de entender a mensagem codificada na transmissão, é essencial compreender o código binário. Ele é atualmente muito mais simples que a nossa base 10, o sistema decimal. Onde na base 10 nós contamos de 1 até 9 e depois elevamos 1 em colunas de 10's e começamos novamente em colunas unitárias, até termos 9 na coluna dos 10's e começamos novamente com as unidades.

Então temos que carregar 1 dentro das colunas dos 100's e começar novamente nos 10's e nas colunas unitárias e assim por diante. No sistema binário cada coluna sobe em potência de 2, ainda que as colunas são unidades, 2's , 4's, 8's , 16's etc. Porque nós podemos agir em 1's e 0's , nós rapidamente movemos acima as colunas - porque assim que excedemos 1 nós corremos na próxima coluna.

Descodificando a mensagem original

Números

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
----------------------
0 0 0 1 1 1 1 00 00 00
0 1 1 0 0 1 1 00 00 10
1 0 1 0 1 0 1 01 11 01
X X X X X X X X X X

A mensagem original compreendia diversas "seções" , cada uma representando um particular aspecto da nossa civilização. No topo havia a representação binária do número um até o numero dez, mostrando os números oito, nove e dez como duas colunas. Isto mostra a qualquer um que decifrar a mensagem que nós podemos especificar que números grandes demais para serem escritos numa linha podem ser elevados à potência.

DNA elementos


1 6 7 8 15
----------
0 0 0 1 1
0 1 1 0 1
0 1 1 0 1
1 0 1 0 1
X X X X X

A próxima seção contem os valores binários 1, 6, 7, 8 e 15 que indicam os números atómicos dos elementos primários para a constituição da vida na Terra : Hidrogénio (H), Carbono (C), Nitrogénio (N), Oxigénio (O) e Fósforo (P) respectivamente .



Nucleotídeos

















Deoxirribose  Adenina Timina      Deoxirribose
(C5OH7)      (C5H4N5) (C5H5N2O2) (C5OH7)

Fosfato                            Fosfato
(PO4)                              (PO4)

Deoxirribose  Citosina Guanina   Deoxirribose
(C5OH7)      (C4H4N3O) (C5H4N5O) (C5OH7)

Fosfato                Fosfato
(PO4)                 (PO4)

A seção maior das três colunas , representa as fórmulas para os açúcares e bases para os nucleotídeos do DNA.

Dupla hélice

11
11
11
11

11
01
11
11








 1111 1111 1111 0111 1111 1011 0101 1110 (binário)
01                                            = 4,294,441,822 (decimal)
11
01
11

10
11
11
01
X

Abaixo disto , havia a representação gráfica da nossa "dupla hélice" do DNA ao lado de uma "barra vertical" que indica o número dos nucleotídeos no DNA.

Humanos
           
                                                                                                                                                    X011011
                                                                                                                                          111111
esq:  X0111                                                                                          dir:                                      110111
111011
111111
110000

                                 1110 (binário) = 14 (decimal)
000011 111111 110111 111011 111111 110110 (binário)
                                                  = 4,292,853,750 (decimal)

Diretamente abaixo da dupla hélice do DNA está uma pequena representação de nós, humanos, com um corpo e dois braços e duas pernas ( como um homem esticado ) . Na esquerda está um valor binário da população da terra . Isto pode ser calculado como 4,29 bilhões , que era a população mundial aproximada nos idos de 1974.



No lado direito da forma humanóide existe um numero binário correspondente à altura do ser humano. Pelo fato de não podermos usar "medidas humanas" (como pés e polegadas) a altura é representada em "unidades de comprimento de onda".
Como mencionado antes , a atual mensagem foi transmitida em 2.380 MHz . Para converte-la no seu comprimento de onda nós dividimos por 300 , para obter um comprimento de onda em metros .

300 / 2380 = 0,12605042 m = 12, 6 cm . Esta é nossa "unidade de comprimento de onda" Do código para a altura de um humano , nós podemos ver que o valor é 1110 em binário, ou 14 em decimal . Se multiplicarmos 14 pela nossa unidade de comprimento de onda ( 12,6 ) nós obtemos 176,4 cm , ou aproximadamente 1,76 m que é a altura média dos humanos.

Planetas

                                      Terra


Sol Mercurio Vênus      Marte Jupiter Saturno Urano Netuno Plutão

Na próxima seção está a representação simplificada do nosso Sistema Solar --- onde nós vivemos Ele mostra o Sol e nove planetas , numa representação aproximada de tamanhos. Deixando representado que o terceiro planeta --- a Terra - é significativo em relação aos outros.



Rádiotelescópio

duas linhas do fundo: 100101
                 <--- 111110X --->


100101 111110 (binário) = 2,430 (decimal)

A última seção indica a origem da mensagem por si própria.O rádio telescópio de Arecibo, que é a estrutura curvada. Abaixo disto, nas ultimas duas linhas da mensagem, outro número binário. Desta vez é 100101111110 (cortado em duas linhas no centro) e igualado a 2430 em decimal.

Novamente, usando nossa universal "unidade de comprimento de onda" nós obtemos : 2430 x 12,6 cm = 30.618 cm ( 306,18 m ) ou aproximadamente 1.000 pés , que é o diâmetro do prato da antena de Arecibo.



Curiosidade

O sinal enviado foi tão forte que um radiotelescópio como o de Arecibo seria capaz de detectá-la em qualquer lugar da nossa galáxia.

Fonte: Wikipédia 

sábado, 3 de outubro de 2009

Vênus



É o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância a partir do Sol. Recebe seu nome em honra da deusa romana do amor Vênus. Trata-se de um planeta do tipo terrestre ou telúrico, chamado com frequência de planeta irmão da Terra, já que ambos são similares quanto ao tamanho, massa e composição. A órbita de Vénus é uma elipse praticamente circular, com uma excentricidade de menos de 1%.


Vênus encontra-se mais próximo do Sol do que a Terra, podendo ser encontrado aproximadamente na mesma direção do Sol (sua maior inclinação é de 47,8°). Da Terra pode ser visto somente algumas horas antes da alvorada ou depois do ocaso. Apesar disso, quando Vênus está mais brilhante pode ser visto durante o dia, sendo um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos tanto de dia como de noite (sendo o outro a Lua). Vênus é normalmente conhecido como a estrela da manhã (Estrela d'Alva) ou estrela da tarde (vésper) ou ainda Estrela do Pastor. Quando visível no céu noturno, é o objeto mais brilhante do firmamento, além da Lua, devido ao seu grande brilho, cuja magnitude pode chegar a -4,4 (costuma-se ser da magnitude de -3,8)

Por este motivo, Vênus era conhecido como o planeta desde os tempos pré-históricos. Seus movimentos no céu eram conhecidos pela maioria das antigas civilizações, adquirindo importância em quase todas as interpretações astrológicas do movimento planetário. Em particular, a civilização maia elaborou um calendário religioso baseado nos ciclos de Vênus . O símbolo do planeta Vênus é uma representação estilizada do símbolo da deusa Vênus: um círculo com uma pequena cruz abaixo, utilizado também para representar o sexo feminino.

O adjetivo venusiano é mais comumente usado para Vênus, embora seja etimologicamente incorreto. O verdadeiro adjetivo do latim, venéreo, não é usado porque a aceitação moderna da palavra se associa com as enfermidades venéreas, particularmente as de transmissão sexual.

Vênus é considerado como o mais importante dos corpos celestes observados pelos maias, que o chamaram «Chak ek» (a grande estrela). Possivelmente se deu mais importância junto com o Sol. Os maias estudaram atentamente os movimentos de Vênus. Pensaram que as posições de Vênus e outros planetas tinham influência sobre a vida na Terra, porque os maias e outras culturas pré-colombianas programaram suas guerras e outros eventos importantes baseando-se em suas observações. No códice de Dresden, os maias incluíram um almanaque em que mostravam o ciclo completo de Vênus, em cinco grupos de 584 dias cada um (aproximadamente oito anos), depois dos quais se repetia o mesmo esquema (Vênus dá treze voltas ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra tarda em dar oito).




Em raras ocasiões, Vênus pode ser visto no céu da manhã e da tarde no mesmo dia, como ao lado. Isto sucede quando Vênus se encontra em sua máxima separação a respeito da eclíptica e ao mesmo tempo, esse encontra na conjunção inferior; daí então de um dos nossos hemisférios se pode ver em ambos os momentos. Esta oportunidade apresentou recentemente para os observadores do hemisfério Norte durante alguns dias a partir de 29 de março de 2001, e o mesmo sucedeu no hemisfério Sul em 19 de agosto de 1999. Estes eventos se repetem a cada oito anos de acordo com o ciclo sinódico do planeta.



 Os trânsitos de Vênus acontecem quando o planeta cruza diretamente o caminho entre a Terra e o Sol e são eventos astronômicos relativamente raros. A primeira vez que observou este trânsito astronômico foi em 1639 por Jeremiah Horrocks e William Crabtree. O trânsito de 1761, observado por Mikhail Lomonosov, proporcionou a primeira evidência de que Vénus tinha uma atmosfera, e as observações telescópicas do século XIX durante seus trânsitos permitiram obter pela primeira vez um cálculo preciso da distância entre a Terra e o Sol. Os trânsitos só podem ocorrer em Junho ou Dezembro, sendo estes os momentos em que Vênus cruza a eclíptica (o plano em que a Terra órbita ao redor do Sol), e sucedem em pares a intervalos de oito anos, separados os pares de trânsitos por mais de um século. O par de trânsitos anterior sucedeu em 1874 e 1882, e o presente par de trânsitos são os de 2004 e 2012. Ao lado, o trânsito de 8 de junho de 2004.

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Fontes: Vênus
            Espaço e Planetas - CIÊNCIA E NATUREZA - TIME LIFE - Abril Livros, 1995 ©

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E se a Lua não existisse?


Diminuição do número de anfíbios na Terra em consequência da camada de ozônio.

 Faltaria inspiração para os poetas e assunto para os namorados. Mas você não precisa se preocupar com isso, pois sem a Lua provavelmente não haveria nem poetas nem namorados. A nossa espécie nem sequer teria surgido. É que o satélite natural da Terra, enquanto dá voltas, puxa o planeta com sua gravidade e isso determinou a evolução do homem.
 Se não fosse esse puxão, a rotação da Terra ficaria frouxa como a de um pião que perde velocidade. O eixo do planeta mudaria de posição a toda hora de uma maneira tão caótica que às vezes os pólos ficariam apontados para o Sol. Segundo o astrônomo Walmir Cardoso, coordenador da Sociedade Brasileira para o Ensino da Astronomia, o clima enlouqueceria. Séculos quentíssimos se alternariam com outros em que camadas de milhares de quilômetros de gelo cobririam os continentes. Nevascas, furacões, enchentes e secas seriam coisa corriqueira. "Com um tempo desses, ficaria tão difícil sobreviver que não dá para acreditar que seres inteligentes como os humanos pudessem se desenvolver", afirma Cardoso.
 Ainda assim, se com todos esses obstáculos uma civilização despontasse, ela teria que ser bem diferente da nossa. A boa notícia é que as mulheres se livrariam da tensão pré-menstrual. "Provavelmente devemos o ciclo da menstruação ao luar", diz o paleontólogo Reinaldo Bertini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É que nossos ancestrais do sexo masculino caçavam de noite, quando os animais saem das tocas, e sobretudo na lua cheia, quando há mais luz. Na lua nova, portanto, eles ficavam em casa com as esposas. "Só as mulheres férteis nesses períodos tinham filhos", afirma Bertini. Com o tempo, o organismo feminino adaptou-se ao ciclo da Lua, de 28 dias.
 Sem o astro, também os mares se tornariam bem diferentes do que são hoje. Sumiriam as grandes variações de maré, provocadas pelo puxão gravitacional da Lua.
 A maioria dos animais seria aquática porque, dentro da água, a temperatura sobe e desce mais devagar. Dessa forma, o mar protegeria os bichos do clima maluco. Talvez a civilização humana se parecesse com a da mítica Atlântida.
 A sorte desses seres marinhos é que haveria mais oceanos na Terra. O nosso satélite é um naco terrestre que foi arrancado quando um planeta desenfreado chamado Orpheus bateu em nós há 4 bilhões de anos. Orpheus tinha o tamanho de Marte e a Terra era bem maior. Os geólogos estudaram rochas daquele tempo e concluíram que havia mais água aqui antes da trombada interplanetária. O líquido evaporou e escapou da atmosfera com a violência da pancada. Se isso não tivesse acontecido, a Lua jamais teria existido e os oceanos dominariam a Terra.
 Outro efeito da ausência do satélite é que os dias seriam mais curtos. Isso porque a gravidade lunar, além de segurar o eixo da Terra, faz com que a velocidade da rotação do nosso planeta diminua lentamente. Se não houvesse um satélite ao nosso redor, esse freamento não ocorreria e a Terra continuaria rodando muito rápido. Cada volta iria se completar em 15 horas. Essa seria a duração do dia.
 A Lua é tão importante que um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, já está pensando numa solução para o dia em que ela for embora. É isso mesmo, tchau, Lua. O satélite, enquanto roda, está lentamente fugindo de nossa órbita: escapa entre 1 e 3 centímetros a cada ano. Daqui a alguns milênios, ela estará tão distante que a gravidade terrestre não conseguirá mais segurá-la por perto. Para evitar essa desgraça, os americanos acham que teremos que capturar um satélite de Júpiter e trazê-lo para o lugar da velha Lua.
 Os poetas e os namorados terão que se acostumar com a novidade. Poderão compor odes a um astro chamado Io, ou Europa ou essa vai ser dura Ganimedes. Será péssimo para a métrica das poesias. Mas é melhor do que morar sobre um pião enlouquecido.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Saturno

Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar e o sexto a partir do Sol:


Distância do Sol: 1.426.725.400 km (9,54 u.a.)

Diâmetro equatorial: 120.536 km; diâmetro polar: 108.728 km

Massa: 5,688e26 kg

 Na mitologia romana, Saturno é o deus da agricultura. Corresponde ao deus Cronus dos gregos, filho de Urano e Gaia e pai de Zeus (Júpiter). Saturno é a raiz da palavra inglesa "saturday".
 Saturno é conhecido desde os tempos pré-históricos. Galileu foi o primeiro a observá-lo com um telescópio, em 1610. Ele notou sua estranha aparência, mas deixou-se confundir por ela. As primeiras observações de Saturno foram complicadas pelo fato de que a Terra passa através dos anéis de Saturno, a certos períodos, à medida que este se move em sua órbita. Uma imagem de Saturno de baixa resolução, portanto, sofre modificações notáveis. Não foi senão em 1659 que Christiaan Huygens inferiu corretamente a geometria dos anéis. Os anéis de Saturno permaneceram como fenômeno único no sistema solar até 1977, quando anéis de fraca intensidade foram descobertos ao redor de Urano e, pouco depois, em torno de Júpiter e Netuno).
 Saturno foi visitado pelo primeira vez pela Pioneer 11 em 1979 e, mais tarde, pelas sondas Voyager 1 e Voyager 2.
 Saturno é o menos denso dos planetas; sua gravidade específica (0,7) é inferior a da água ( Se você pudesse colocar Saturno dentro d'água, ele flutuaria).
 O interior de Saturno é similar ao de Júpiter, consistindo em um núcleo rochoso, uma camada de hidrogênio molecular. Traços de vários gelos estão também presentes.
 O interior de Saturno é quente (11726.85 °C no núcleo). O planeta irradia mais energia para o espaço do que recebe do Sol. A maior parte da energia extra é gerada pelo mecanismo de Kelvin-Helmholtz, como em Júpiter. Mas isso pode não ser o bastante para explicar a luminosidade de Saturno; alguns outros mecanismos podem estar em atividade, talvez a "chuva" de hélio em suas camadas mais profundas.
 Os anéis de Saturno são extraordinariamente finos; embora tenham um diâmetro de 250.000 km ou mais, sua espessura não vai além de 200 metros. A despeito de sua expressiva aparência, há realmente muito pouco material nos anéis - se os anéis fossem condensados num único corpo, este não teria mais que 100 km de raio.
 As partículas dos anéis parecem ser compostas basicamente de gelo de água, mas partículas rochosas cobertas por gelo podem também existir.
 O anel mais externo de Saturno - anel F - é uma estrutura complexa constituída de dois anéis estreitos, entrelaçados e brilhantes, juntamente com "nós" visíveis. Os cientistas supõem que os "nós" possam ser aglomerados de material dos anéis, ou pequenas luas.
 A origem dos anéis de Saturno (e de outros planetas jovianos) é desconhecida. Embora tais planetas possam ter tido anéis desde sua formação, os sistemas de anéis não são estáveis e devem ser regenerados por processos contínuos, provavelmente pela fragmentação de satélites maiores.
 Pode-se ver Saturno no céu noturno, a olho nu. Embora não seja tão brilhante quanto Júpiter, é facilmente identificável porque ele não "pisca" como as estrelas. Os anéis e os satélites maiores são visíveis através de um pequeno telescópio astronômico. Os mapas localizadores de planetas de Mike Harvey mostram a actual posição de Saturno (e dos outros planetas) no céu.

As origens dos anéis de Saturno


©iStockphoto.com/Lars Lentz

 Os cientistas ponderam sobre os anéis de Saturno desde que Galileu perscrutou o planeta através de um telescópio primitivo em 1610. Do ângulo em que observou, Galileu descobriu que Saturno não era uma estrela única, mas na verdade três: uma estrela grande no meio com dois apêndices em forma de orelha saindo dela, que ele imaginou que seriam grandes luas. Galileu observou Saturno por mais de um ano. Então fez uma pausa e não observou novamente até 1612, quando viu algo incomum: em vez da formação em três estrelas que havia visto na última observação, ele viu apenas uma estrela solitária. Ele previu corretamente que as outras "estrelas" iriam retornar, mas não sabia dizer porque tinham desaparecido.
 Em 1655, o cientista holandês Christiaan Huygens respondeu a pergunta que tanto tinha intrigado Galileu, quando olhou através de um telescópio mais sofisticado. Ele concluiu que as estrelas extras eram, na verdade, anéis finos o suficiente para aparentemente sumir quando vistos em sua borda. Hoje os cientistas têm um nome para o que Galileu e Huygens testemunharam - o cruzamento do plano dos anéis. Conforme Saturno viaja ao redor do Sol, seus anéis aparecem de perfil para a Terra em cerca de 1 vez a cada 14 anos. Assim, quando olhamos para o planeta através de um telescópio durante esse período, os anéis não são visíveis.


 
©iStockphoto.com/Lars Lentz

 Huygens, contudo, cometeu um equívoco em sua avaliação sobre Saturno. Ele acreditava que os anéis eram sólidos. Cinco anos depois, o astrônomo francês Jean Chapelain conjeturou que os anéis eram, na realidade, partículas orbitando ao redor de Saturno. O físico escocês James Clerk Maxwell confirmou essa teoria em 1857 quando calculou que os anéis deviam ser feitos de partículas pequenas; caso contrário, seriam puxados para dentro pela gravidade de Saturno até colidirem com o planeta.
 Nos séculos 20 e 21, os astrônomos tiveram o benefício da tecnologia para ajudá-los a descobrir os segredos dos anéis de Saturno. No fim dos anos 70 e início dos 80, as naves espaciais Pioneer e Voyager mandaram de volta imagens dos anéis e das partículas que os compõem. Mais recentemente, a missão Cassini (um esforço de colaboração entre a NASA, a Agência Espacial Européia - ESA e a Agência Espacial Italiana - ASI), foi capaz de circular ainda mais perto dos anéis de Saturno e coletar uma grande quantidade de informações novas sobre sua estrutura.
 Conforme mais aprendem sobre a composição dos anéis de Saturno, maiores são os questionamentos dos cientistas sobre as origens dos anéis. Eles acreditam que os anéis foram criados quando cometas ou asteróides colidiram com uma ou mais luas do planeta, estilhaçando-as em muitos pedaços. Os fragmentos da colisão teriam se espalhado ao redor de Saturno e produzido o formato atual de anel.
 O que não se tem certeza é sobre a idade dos anéis. A princípio, imaginava-se que eram tão antigos quanto o sistema solar. Então os cientistas supuseram que, se estivesse juntando poeira do espaço por 4 bilhões de anos, o gelo dos anéis deveria ser muito mais sujo do que é. Conseqüentemente reduziram a idade estimada dos anéis, para dezenas de milhões de anos atrás. Mas quando a nave espacial Cassini mandou de volta imagens mais nítidas e atuais dos anéis de Saturno, os cientistas chegaram à conclusão de que a estimativa original estava correta. Eles acreditam que é provável que as partículas dos anéis tenham sido recicladas durante 4 bilhões de anos e que continuarão a existir ainda por muito tempo.

Fontes: http://nautilus.fis.uc.pt/astro/img/ss/saturno/saturno_intro.jpg

            http://osnoveplanetas.no.sapo.pt/saturno.htm
            http://ciencia.hsw.uol.com.br/aneis-de-saturno.htm
            iStockphoto.com

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Urano

Conforme eu prometi no Twitter, irei escrever nesta postagem sobre um determinado planeta. O planeta que será comentado hoje será Urano.
A maioria das pessoas dizem existir 9 planetas, mas são 8 (Plutão foi rebaixado em 2006) e conseguem listar no máximo 5, e esquecem desse planeta curioso.
Primeiramente, a cor curiosa deste planeta é verde. É o planeta com a superfíce mais uniforme do Sistema Solar, o que faz dele um planeta lisinho. É um planeta gasoso, o sétimo, entre Saturno e Netuno. Tem 27 luas e é quatro vezes maior do que a Terra.
Foi descoberto em 1781 por William Herschel, que logo dedicou o nome ao rei Jorge III, que havia perdido territórios na América. Não demorou muito para mudar seu nome para Grã-Bretanha. Finalmente, o astrônomo alemão Johann Elert Bode propôs o nome de Urano em honra ao deus grego, pai de Cronos – cujo equivalente Romano era chamado de Saturno.
Mas o que mas interessa nesse planeta é seu eixo de rotação. Ao contrário da maioria dos planetas do Sistema Solar, que giram em "pé", este planeta gira deitado, tendo pólos oeste e pólo leste, tudo isso porque a maioria dos cientistas acreditam que na formação do planeta, ele foi golpeado em um dos pólos por um corpo celeste do tamanho da Terra. Isso "derrubou" o planeta e até hoje ele gira de deitado e para ao lado contrário, da direita para a esquerda, como mostra a figura a seguir:
A maioria das luas de Urano têm nomes de personagens de história de Shakespeare e Alexander Pope, são as seguintes: Oberon, Titânia, Umbriel, Ariel, Miranda, Puck, Pórcia, Julieta, Créssida, Rosalinda, Belinda, Desdémona, Cordélia, Ofélia, Bianca e Sycorax.

INFORMAÇÕES GERAIS:

Descoberto por William Herschel
Descoberto em 13 de Março de 1781

Características orbitais
Raio Médio: 2,870,972,200 km
Excentricidade: 0.04716771
Período de revolução : 84 a 3 d 15.66h h
Período sinódico: 369.7 dias
Velocidade orbital média: 6.8352 km/s
Argumento do periastro: 96.541 318°
Longitude do nó ascendente: 73.989 821°
Inclinação: 0.76986°
Número de satélites: 27
Características físicas
Diâmetro equatorial: 51.724 km
Área superficial: 8,130,000,000 km2
Massa: 8.686×1025 kg
Densidade: média 1.29 g/cm³
Aceleração gravítica: à superfície 8.69 m/s2
Período de rotação: 17h 14m
Inclinação axial: 97.86°
Albedo: 0.51
Velocidade de escape: 21.29 km/s
Temperatura:à superfície
min 59K med 68K max N/AK

Características atmosféricas
Pressão atmosférica: Varia com a profundidade
Hidrogénio:83%
Hélio: 15%
Metano: 1.99%
Amônia: 0.01%
Etanol: 0.00025%
Acetileno: 0.00001%
Monóxido de carbono: Vestígios
Sulfureto de hidrogénio:Vestígios

Fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Urano_(planeta)

iWally