domingo, 16 de agosto de 2009

Gripe Suína: A Pandemia do Século XXI

O Vírus da Gripe A (H1N1)

O vírus da gripe suína é comum em porcos da região centro-oeste dos Estados Unidos da América (e ocasionalmente noutros estados), no México, Canadá, América do Sul, Europa (Incluindo o Reino Unido, Suécia e Itália), Quénia, China, Taiwan, Japão e outras partes da Ásia oriental.

POR QUE HUMANOS SÃO INFECTADOS?

A gripe suína atingia agricultores que tinham contatos diretos com porcos, portanto, quando a gripe se desenvolveu no corpo de uma criança mexicana que vivia em meio a fezes de porcos, acreditada como paciente zero ( embora ela não tenha morrido) a gripe passou a ofecer contágio de pessoa para pessoa. A infecção parece ocorrer porque os porcos têm orgãos parecidos com a dos humanos.

A PANDEMIA

A pandemia se iniciou em La Gloria, distrito de Perote, a 10 km da criação de porcos das granjas Carroll, subsidiária da Smithfield Foods. O paciente zero foi o menino de 4 anos Edgar Hernandez. Provavelmente seu organismo foi plataforma para a alteração do vírus, que se tornou "mais humano". Em dezembro do ano passado já havia sido constatada uma gripe desconhecida que se espalhava rapidamente.
Segundo estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine e pelo jornal inglês The Independent, a pandemia pode ter resultado de um acidente de pesquisa em algum laboratório, no final dos anos 1970. A gripe suína havia desaparecido entre os humanos, depois de uma pandemia de outra linhagem do vírus, em 1957. Depois disso, o H1N1 não foi detectado até janeiro de 1976, quando ocorreu um novo surto. O vírus pode ter sido reintroduzido acidentalmente por cientistas e causou uma pandemia em 1977, iniciada na Rússia e na China. Por isso cientistas de todo o mundo voltaram a estudar o vírus, com amostras congeladas e armazenadas desde os anos 1950. Depois de 1977, a gripe suína reapareceu anualmente. Pesquisadores da Univerdidade de Pittsburgh acreditam que algum dos laboratórios, que possuía a linhagem dos anos 1950, tenha deixado que o vírus acidentalmente escapasse.

GRUPO DE RISCO


Gestantes
Idosos (maiores de 65 anos) - neste grupo existe uma situação especial pois os idosos tem sido poupados de morte.
Crianças (menores de 2 anos)
Doentes crônicos
Problemas cardiovasculares, exceto hipertensos
Asmáticos
Portadores de doença obstrutiva crônica
Problemas hepáticos e renais
Doenças metabólicas
Doenças que afetam o sistema imunológico, como AIDS
Obesos

TRATAMENTO

Pesquisas realizadas nos últimos dias têm mostrado que o vírus H1N1 é sensível aos compostos zanamivir (vendido com o nome comercial de Relenza) e oseltamivir (nome comercial: Tamiflu). Tais medicamentos são usados também para combater outras variantes de vírus influenza. Outra alternativa a ser seguida seria um bom cozimento da carne suína, ou comprá-la. cozinhá-la entre 77 °C, livrando de qualquer risco. Sempre que estiver em período de tratamento, o indivíduo deve lavar bem as mãos, tossir ou espirrar em seu antebraço (pois as mãos são uma forte fonte de contágio), e usar máscaras cirúrgicas para evitar que o contágio se prolifere (as máscaras em sí, não evitarão o contágio, já que as cepas do vírus são menores do que os micro furos na máscara.

PREVENÇÃO

* Ao espirrar e tossir, cubra o nariz com um lenço descartável ou no máximo com o braço;
* Lavar as mãos com frequencia com água, sabão e álcool;
* Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos, mesmo depois de lavadas;
* Evite aglomerações, especialmente am ambientes fechados;
* Quando estiver em ambientes fechados, procure mantê-los ventilados, como salas de aula, escritório e ônibus;
* Mantenha sua casa arejada e, se possível, deixe sempre a luz solar iluminar os ambientes;
* Adote hábitos saudáveis, como alimentação, beber bastante líquido e atividades físicas, isso aumenta a imunidade;
* Mantenha distância de pelo menos 1,8m de pessoas que tenham sintomas da gripe
* Caso contraia a gripe, fique em casa e limite o contato com outras pessoas.

GRIPE NO BRASIL E NO PARANÁ

Os primeiros casos no Brasil ocorreram no dia 7 de maio, com 4 pessoas que vieram de países infectados, aindo no primeiro mês houve o primeiro contágio interno, dentro do país. A primeira morte ocorreu no dia 28 de junho. Atualmente são 12036 casos com 339 casos, com índice de letalidade de apenas 2%. O Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro são os países com mais casos, sendo mais de mil em cada um. No Paraná são 1148 casos com 79 mortes, com índice de letalidade de 6%, portanto boas notícias têm chegado, já que os atendimentos a pacientes no Paraná diminuiu, ou seja,a contaminação está diminuindo, mas de acordo com os médicos, mesmo depois que a pandemia acabar, os cuidados higiênicos como lavar as mãos com álcool tem que ficar, como prevenção a outras doenças comuns e outras pandemias.

O POR QUE DAS MORTES

As mortes que vêm ocorrendo no mundo é resultado da eficiência da sáude de cada paciente. Nos primeiros sintomas, o doente deve procurar atendimento médico imediatamente, mas o remédio está sendo distribuído apenas a pessoas que estão no grupo de risco e que têm agravamento nas primeiras 48 horas, período de contágio. Dessa maneira, os pacientes precisam consultar duas vezes para receber o remédio, que é difícil de ser encontrado. A administração do remédio já nos primeiros sintomas é controverso, já que trataria pessoas suspeitas rapidamente, mas, por outro lado poderia haver resistência do vírus ao medicamento, tornando a doença mais potente. Japão, China, Canadá e Dinamarca estão enfretando problemas para curar a doença, já que há resistência do vírus ao Tamiflu.

VACINA

A vacina está sendo desnvolvida por laboratórios europeus, como a Novartis, laboratório do Cataflam. A vacina pode sair em setembro para países do hemisfério norte, que esperam a vacina antes do inverno deles, onde a doença pode se espalhar mais rápido. Aqui, a vacina poderá sair em março de 2010, antes do nosso próximo inverno, sendo que os médicos e pessoas do grupo de risco têm preferência na fila.

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