segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Coritiba 100 anos!





Um observador desavisado certamente estranhará ao se deparar com uma movimentação diferente nas ruas de Curitiba, neste dia 12 de outubro. Por todos os lados, torcedores coxas-brancas exibem com orgulho as cores verde e branco em camisas, bonés e bandeiras. No rosto, um sorriso que expressa uma alegria digna de comemoração de título. Mas afinal, o Coritiba não está em um momento extremamente delicado na tabela do Brasileirão? Não fez campanhas irregulares no Paranaense e na Copa do Brasil? Por que então tanta alegria? Os problemas foram temporariamente esquecidos para dar lugar a algo muito especial: os festejos pelos 100 anos de existência do clube mais tradicional do Paraná.
É dia de celebração, de mostrar orgulho por torcer pelo time campeão brasileiro em 1985. As preocupações foram deixadas de lado nesta segunda-feira, substituídas por uma série de eventos que tem como principal objetivo relembrar a história vitoriosa do clube centenário. Os torcedores terão a oportunidade de reviver as glórias do passado e buscar motivações para sonhar com um futuro melhor no cenário nacional.

O nascimento do Coritiba

 Tudo começou com um grupo de jovens de origem alemã, residentes na cidade de Curitiba. Através de Frederico Fritz Essenfelder tiveram o primeiro contato com o futebol, até então uma novidade na cidade. O deslumbramento foi imediato. O grupo resolveu então criar um clube para reunir os novos adeptos do esporte e a fundação do Coritibano Football Club se realizou no Teatro Hauer, no dia 30 de janeiro de 1910. Porém, João Vianna Seiler, o primeiro presidente, resolveu adotar o 12 de outubro de 1909 como data oficial, por ser o dia em que o time recebeu o primeiro convite para disputar um jogo amistoso em Ponta Grossa, perdido por 1 a 0 para o time local. A revanche veio no dia 12 de junho, quando o então renomeado Coritiba derrotou o mesmo adversário por 5 a 3, desta vez na capital paranaense.

Muitos se perguntam o porquê da grafia da palavra Coritiba com "o" e não "u", como acontece no nome da cidade. A explicação é simples: quando o clube foi fundado, a grafia "Curityba" e "Coritiba" era aceita das duas maneiras. Quando a cidade resolveu oficializar apenas a palavra com "u", o clube preferiu manter o nome tradicional. E já que o assunto é nomenclatura alviverde, vale esclarecer a origem do termo coxa-branca. Foi usado pela primeira vez em um Atletiba de 1941 contra um alvo específico e em sentido pejorativo. Um dirigente do Atlético procurou ofender o zagueiro alemão que jogava na equipe alviverde, Hans Egon Breyer. Mas o efeito foi contrário: motivou os companheiros do jogador, que se empenharam para derrotar o rival por 3 a 1. Daí em diante, "coxa-branca" foi adotado como elogio e marca de uma identidade.

Da hegemonia regional ao título nacional

Em 1932, o Coxa fundou o estádio Belfort Duarte, inaugurado em uma partida contra o América do Rio, vencida por 4 a 2. Em sua nova casa, o clube entra forte na disputa pela hegemonia do futebol paranaense, objetivo alcançado entre os anos de 1931 e 1947. Neste período, o time ganhou oito títulos se tornou o mais vitorioso do Estado, posto que não largou até os dias de hoje (tem 33 troféus no total). Na década de 60, o time chegou a ficar oito anos de jejum, mas sob a nova administração do lendário presidente Evangelino da Costa Neves, conquistou o título em 1968. Neste período, foi iniciada a profissionalização do departamento de futebol, assim como fez o Atlético. Os dois times passaram a dominar o cenário regional.
Os anos 70 e 80 são períodos de ouro na história do Coxa. Entre 71 e 79 foram nada menos que nove títulos paranaenses em dez campeonatos disputados. O clube foi hexa e depois tetracampeão. Só não conquistou 11 títulos seguidos devido ao intruso Grêmio Maringá, campeão em 77. Neste mesmo ano, o estádio Belfort Duarte passaria a se chamar Estádio Major Antônio Couto Pereira. Em uma excursão por três continentes (Europa, África e Ásia) em 1972, foi homenageado com a Fita Azul, símbolo da série invicta contra os advesários internacionais. Motivo de grande orgulho também foi a conquista do Torneio do Povo em 73, competição que reunia as principais equipes do Brasil naquele ano: Atlético-MG, Bahia, Internacional, Flamengo e Corinthians, estes dois últimos contando com craques como Zico e Rivelino. Um dos destaques da competição foi Dirceu Krüger, meio-campista que fez história como jogador, técnico e que hoje é funcionário do clube.
A maior glória da historia do Coritiba, porém, aconteceu no ano de 1985. Sem nem integrar o grupo dos favoritos à conquista do Brasileirão, o time coxa-branca foi se acertando ao longo da competição. Graças às boas atuações do goleiro Rafael, dos pontas Lela e Édson, a equipe chegou na final da competição contra o Bangu em jogo único no Maracanã. O estádio contou com mais de 100 mil torcedores, grande parte dessa multidão formada por adpetos de Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo que resolveram apoiar o Alvirrubro. No tempo normal, 1 a 1. Na decisão por pênaltis, 6 a 5 para os paranaenses. O Brasil era verde e branco pela primeira vez

Período de reflexões

Em 90, 2006 e 2007 o time conviveu com o drama da Série B. A primeira vez que caiu foi graças a uma interferência da CBF, que puniu o clube por desrespeitar a decisão de perda de mando campo em uma partida contra o Santos. O clube não jogou e foi rebaixado. Em 2005, após uma campanha fraca caiu por suas próprias pernas. Amagargou dois anos na Segunda Divisão, conseguindo o retorno tão esperado em 2008. O ano do centenário ficará marcado pela ausência de títulos. O principal objetivo do Coxa é se manter na elite do futebol, para planejar com tranquilidade um 2010 mais feliz.

O verdadeiro significado do escudo do time


Bandeira


Está lá, no Capítulo II, Artigo 8º do Estatuto do Clube: “O pavilhão do Coritiba tem o seu emblema situado em destaque no ângulo superior esquerdo, de onde saem traços representando raios alternados nas cores verde e branca, ocupando o espaço todo”.

A história da bandeira vem de longa data. No início do século, até o início da década de 20, os clubes tinham diversos cânticos de guerra em tom poético, devido à cultura de toda a sociedade na época em que chamavam de “Grito de Guerra”.
Em um desses cânticos havia uma frase que dizia: “Coritiba, tu és o sol que ilumina meu caminho”. Devido ao tamanho da nossa cidade, antigamente as torcidas eram geralmente compostas por familiares, esposas e namoradas dos jogadores e Sócios do Clube.
As esposas se reuniam constantemente para torcer juntas e buscavam formas de apoiar a instituição e seus maridos. Baseadas no significado da frase, as damas bordaram a primeira bandeira do Coritiba com o emblema representando um sol, de onde saem os raios que iluminam o caminho dos coxas-brancas. Presentearam os jogadores com a bandeira, como forma de carinho pelo Clube. Certamente elas não imaginavam a grandeza que a criação teria ao passar dos anos.
A bandeira se tornou uma imagem do Coritiba, que vale toda a tradição e grandeza que faz do Coxa uma das grandes forças do futebol no nosso país.
O pavilhão do Coritiba é uma das marcas mais bonitas na vida do Clube, seja por sua origem ou representatividade. Por onde vai, o torcedor coxa-branca leva orgulhoso a sua bandeira, marca de amor ao seu Clube. Assim como há quase um século, a bandeira do nosso Glorioso ostenta o mesmo significado em nossas vidas: “Coritiba, tu és o sol que ilumina o meu caminho”.

Campeonato Brasileiro de 1985


 O clube foi o primeiro paranaense a vencer o Campeonato Brasileiro. Sua única conquista foi em 1985, contra o carioca Bangu. Após um começo conturbado, o time passou a liderar quase todos os grupos e, apesar de ser o único campeão com saldo negativo, derrotou nos pênaltis o time alvi-rubro no Maracanã, frente a um público de 91.000 pessoas.

Fontes: Globo Esporte
            Coritiba
            Coxanautas
            Bem Paraná

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3 comentários:

Versos Controversos - Alan Salgueiro disse...

De norte a sul está brilhando o Coxa Branca! Bela homenagem. Não tinha ideia que o clube já era centenário. E esse título de 85, talvez a maior zebra da história dos Brasileiros!
Parabéns ao Coxa!

Gabriel disse...

Zebra ?????????????
O Coxa passou por são paulo , cruzeiro , flamengo, santos , corinthians e galo .
Esse ano vamos voltar a serie A . Raça Coritiba.
CORITIBA ETERNAMENTE

Bob Doiiidãão disse...

Porcos!

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