sábado, 20 de fevereiro de 2010

A maior temperatura da história

Cientistas atingiram a temperatura mais alta já obtida em laboratório - 4 trilhões de graus Celsius, o suficiente para desintegrar a matéria e obter um tipo de sopa semelhante a que existia microssegundos depois do surgimento do universo. Eles usaram um acelerador de partículas gigante, pertencente ao Laboratório Nacional Brookhaven, do Departamento de Energia dos Estados Unidos.


O equipamento promoveu a colisão de íons de ouro, o que produziu as explosões ultraquentes que duraram apenas alguns milissegundos. Mas foi o suficiente para dar aos físicos material para anos de trabalho que ajudará a compreender por que e como se formou o universo.

"A temperatura é quente o bastante para derreter prótons e nêutrons", disse ontem Steven Vigdor, um dos responsáveis pelo experimento, em entrevista a jornalistas na Sociedade Americana de Física, em Washington.

Estas partículas constituem os átomos, mas elas mesmas são feitas de componentes ainda menores chamados quarks e glúons.

Os físicos estão procurando qualquer pequena irregularidade que possa explicar por que a matéria se acumulou fora da sopa quente primordial.

Eles também esperam usar suas descobertas em aplicações mais práticas - tais como no campo da "spintrônica" que tenta desenvolver dispositivos de computação menores, mais rápidos e poderosos.

O Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês) - usado para colidir os íons de ouro bilhões de vezes - é um acelerador de partículas com 3,8 quilômetros de comprimento enterrado a 4 metros da superfície.

"O RHIC foi desenvolvido para produzir matéria sob temperaturas encontradas originalmente no início do universo", disse Vigdor.

Os cientistas apontam que chegaram bem perto com os 4 trilhões de graus Celsius.

Como comparação, basta lembrar que a temperatura no núcleo do Sol é de 50 milhões de graus Celsius e o ferro derrete a 1.800°C.

Na Europa, pesquisadores também investigam a origem do Universo - eles contam com a ajuda do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que ficou parado por quase um ano, mas voltou a funcionar no fim de 2009.

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